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CIDADES

Auditor trocou 174 e-mails sobre benefícios para Ultrafarma, diz MP

Publicado em

Divulgação/MPSP

Documentos da operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) que prendeu o dono da Ultrafarma e o executivo da Fast Shop mostram que o auditor envolvido no esquema com os empresários trocou 174 e-mails sobre benefícios para a farmacêutica.

A investigação mira um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários do Departamento de Fiscalização da Secretaria de Estado da Fazenda que perpetravam operavam fraudes em créditos tributários.

Um dos alvos foi o fiscal de tributos Artur Gomes da Silva Neto. Segundo o Ministério Público, ele teria sido o responsável pelos e-mails trocados. Ele foi alvo de um mandado de prisão temporária.

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“Apenas no ano de 2024 constam 174 (cento e setenta e quatro) e-mails na caixa de
mensagens de Artur tratando de benefícios fiscais que o auditor vem concedendo para a empresa farmacêutica”, afirma documento do órgão.

De acordo com a apuração, os serviços prestados por Artur para a Ultrafarma “guardam estreita semelhança com aqueles concedidos à Fast Shop”, e apontam que o fiscal orientaria os membros da empresa em relação aos pedidos de ressarcimento de créditos de ICMS-ST.

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Segundo o MPSP, ele também auxiliaria nessa tarefa compilando o documentos para a empresa que deverão ser enviados à Sefaz, além de conferir celeridade à análise dos pleitos e, por vezes, é o agente público responsável por deferi-los.

Em troca dos benefícios, ele teria recebido pagamentos mensais de propina.

“Conforme apurado, Artur Gomes da Silva Neto ocupa papel central no esquema criminoso ora investigado. Valendo-se do elevado cargo que ocupa na Secretaria da Fazenda, recebe propina da Fast Shop e de outras grandes empresas para beneficiá-las das mais diversas formas em procedimentos fiscais relativos ao ressarcimento de
ICMS”, diz o órgão.

Dono da rede Ultrafarma e executivo da Fast Shop são presos em SP - Sidney Oliveira e Mario Otávio Gomes

Prisão do dono da Ultrafarma

Conforme noticiou o Metrópoles, a operação deflagrada na manhã desta terça-feira prendeu Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, executivo da Fast Shop.

Juntamente com Artur, eles tiveram decretada, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, prisão temporária por 5 dias.

Além das prisões, a corporação também cumpre diversos mandados de busca e apreensão em endereços residenciais dos investigados e nas sedes das empresas supostamente envolvidas no esquema.

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