CRUZEIRO DO SUL (AC) – A elevação do nível do Rio Juruá, que nesta terça-feira (3) atingiu 13,55 metros – 55 centímetros acima da cota de transbordamento de 13 metros –, levou a Energisa a interromper o fornecimento de energia elétrica em 17 residências do município. Os desligamentos abrangem os Ramais Boca do Môa e Seringal Florianópolis, além da rua Djalma Dutra, no Centro.
A medida, informou a empresa, tem como objetivo evitar acidentes elétricos em áreas alagadas. “Nossas equipes estão monitorando a situação e avaliando as condições para restabelecer o fornecimento de energia. Caso observe algum cabo rompido ou objetos na rede elétrica, a orientação é não se aproximar e entrar em contato conosco através dos canais de atendimento”, destacou um comunicado oficial.
Risco de ligações clandestinas é enfatizado
Jhony Poças, representante da Energisa Acre, fez um alerta sério aos moradores sobre os perigos das ligações clandestinas de energia. “Quando realizamos um desligamento, é porque há um risco muito grande para a população e para o Corpo de Bombeiros. Uma ligação ilegal não só põe em risco a vida daquela família, mas toda a rua ou bairro”, explicou.
Ele reforçou que essas conexões podem causar cortocircuitos, incêndios e electrocutions, além de comprometer a qualidade do fornecimento para outros usuários. “Pedimos que qualquer caso de ligação clandestina seja comunicado imediatamente pelo telefone 0800-647-7196 ou pelo aplicativo Energisa 1, para que nossa equipe possa intervir e eliminar o risco”, disse Poças.
Cenário da cheia no município
O Rio Juruá vinha apresentando oscilações nos últimos dias: no domingo (1º), havia atingido 13,35 metros, e no dia 22 de janeiro, havia ficado abaixo da cota de transbordamento, com 12,48 metros. Atualmente, cerca de 11 bairros e 12 comunidades rurais são atingidos pelas águas, que já alcançam quintais e áreas externas de residências em regiões historicamente afetadas.
A prefeitura mantém em vigor o decreto de situação de emergência nível II, que permite a mobilização de órgãos municipais para ações de monitoramento e atendimento às famílias impactadas. Até o momento, não há registros de desalojamentos, mas a Defesa Civil orienta moradores de áreas de risco a manterem-se atentos à evolução da situação.









