Comunidades indígenas às margens do Rio Tiquiê, no município de São Gabriel da Cachoeira, no noroeste amazônico, estão em estado de alerta e medo após relatos que apontam a presença de um grande grupo de homens fortemente armados circulando na região de fronteira com a Colômbia. Os primeiros relatos começaram no início de agosto e mobilizaram autoridades federais.
Controle de comunidades e restrições de comunicação
Segundo os moradores, o grupo foi avistado inicialmente na comunidade do Brasil, na região da Cachoeira Comprida, e depois teria se deslocado até a comunidade Morro do Beija-Flor. As denúncias dão conta de que os homens passaram a impor regras locais, obrigando os indígenas a desligarem equipamentos de comunicação, como rádios e internet Starlink. Há também o relato de que um líder indígena foi levado como refém para servir de guia e só retornou à comunidade cerca de uma semana depois.
Além disso, moradores registram furtos de embarcações, alimentos e objetos pessoais, o que aumentou o clima de insegurança nas aldeias da região.
Autoridades abrem investigação e Exército monitora
Diante da gravidade dos relatos, o Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito para apurar os fatos e solicitou reforço imediato das Forças Armadas na área de fronteira. O 6º Batalhão de Infantaria de Selva do Exército, responsável pela segurança daquela região, informou que mantém a situação sob monitoramento e que o caso recebe atenção especial, em articulação com outros órgãos de segurança pública e de inteligência.
As autoridades ainda trabalham para confirmar a identidade, o número exato e a finalidade da presença desses homens na área. Os relatos das comunidades citam aproximadamente 2 mil pessoas no grupo, mas esse dado ainda não foi confirmado oficialmente.












