Com traços marcantes, cores vibrantes e uma estética que dialoga diretamente com a cidade, Daniel Toys é um dos nomes mais reconhecidos da arte urbana produzida em Brasília. O artista é um dos destaques da nova exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, realizada pelo Metrópoles e que ocupará o Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro.
A produção, mais uma realização do Metrópoles Arte, celebra a ampla, diversa e contundente produção contemporânea desenvolvida em Brasília, e tem curadoria de Mônica Tachotte.

Daniel é nascido na capital federal e construiu sua trajetória a partir do grafite. Na cidade, transformou os muros em telas que misturam pop art, tipografia autoral e personagens que já fazem parte do imaginário urbano local.
“Meu trabalho nasce do encontro entre a arte urbana e a pintura contemporânea. Por meio de cores vibrantes, personagens autorais e formas orgânicas, busco transformar memórias, sonhos e vivências em imagens que contam histórias”, explica ao Metrópoles.
A relação de Toys com a arte começou na adolescência, influenciada pela cultura de rua, pelo skate e desenho.
Com o tempo, sua produção ganhou novos suportes e passou a ocupar também galerias, exposições e projetos culturais, sem perder a essência acessível e comunicativa da street art. “Pinto muros, telas e objetos como quem constrói diálogos com a cidade, com as pessoas e comigo mesmo. Acredito na arte como ferramenta de conexão, pertencimento e transformação.”


Entre seus elementos mais reconhecíveis está o personagem Toyszinho, figura recorrente em murais e obras que traduzem temas como sonhos, identidade, infância e afetos.
Seus trabalhos podem ser vistos em diferentes regiões do Distrito Federal e também em outras cidades do Brasil e do exterior, ampliando o alcance de uma produção que nasce nas ruas, mas dialoga com públicos diversos. “Cada obra é um pedaço do meu caminho, do que vivi e do que ainda sonho, sempre valorizando o processo, o encontro e a sensibilidade.”
Mais do que ocupar espaços, Daniel Toys propõe encontros. Sua arte reafirmando Brasília como um território fértil para a criação contemporânea e para narrativas visuais que transformam a paisagem urbana.

Para a exposição em um local tão emblemático de Brasília, o Teatro Nacional, a expectativa fica a altura da importância. Toys destaca que foi uma experiência incrível fazer parte dessa exposição colaborativa ao lado de tantos artistas talentosos e relevantes para a cena nacional e local. “Fico muito feliz em poder compartilhar meu trabalho com o público e dividir esse espaço com outros artistas em um local tão simbólico e significativo para a cultura de Brasília.”
“Uma das principais buscas do meu trabalho é gerar sentimentos, motivar as pessoas e inspirá-las a correr atrás dos seus sonhos”, comenta. “Ao mesmo tempo, minha maior inspiração é a própria vida: minhas experiências pessoais, minhas viagens, as pessoas que conheço e tudo o que vivo pelo caminho.”
Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
A mostra Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília amplia a atuação do Metrópoles no fortalecimento da cena cultural e na defesa de uma arte acessível a todos, apostando na ideia de constelação como fio condutor curatorial — um conceito que propõe encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista.
O projeto dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupa o Teatro Nacional com mais de 200 obras do escultor Sergio Camargo e aberta ao público até 13 de março.
Confira os nomes dos artistas participantes:
Andre Santangelo, Antônio Obá, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Daniel Jacaré, Daniel Toys, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, João Angelini, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Paula Calderon, Patrícia Bagniewski, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meirelles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki e Virgílio Neto.
A exposição funciona como um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e pesquisas que ajudam a construir, diariamente, a identidade cultural do Quadradinho do DF. Com isso, ultrapassa sua herança modernista, apresentando Brasília como um organismo vivo, marcado por dinâmicas culturais, sociais e simbólicas em constante transformação.
Serviço
Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília
De abril a junho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita









