BRASILÉIA (AC) – 06 de fevereiro de 2026 – O deputado estadual Adailton Cruz participou nesta quinta-feira (05) de uma mobilização de servidores e sindicatos na entrada do Hospital Regional do Alto Acre, em Brasiléia, para se posicionar contra a proposta de terceirização da unidade. O ato reuniu profissionais afiliados ao SPATE (Sindicato dos Profissionais de Tecnologia em Saúde do Acre) e ao SINTESAC (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Acre), além de usuários do sistema público que manifestaram preocupação com o futuro do atendimento na região.
Durante o encontro, o parlamentar destacou que a transferência da gestão para a iniciativa privada representa riscos para tanto os trabalhadores quanto a população. “A terceirização tende a levar à precarização das condições de trabalho, à redução de direitos e à instabilidade no fornecimento de serviços. Em experiências anteriores em outras regiões, o foco na redução de custos acaba impactando diretamente a qualidade do atendimento oferecido”, alertou Cruz.
Outro ponto crítico abordado foi o risco de perda de controle sobre os recursos públicos. Para o deputado, a gestão privada dificulta a fiscalização dos gastos, abre espaço para contratos com baixa transparência e pode colocar interesses empresariais acima das necessidades da comunidade. “Quando o Estado não gerencia diretamente a saúde, o serviço público passa a ser tratado como um negócio – e isso compromete o acesso e a qualidade do atendimento que todos têm direito”, afirmou ele.
Em vez da terceirização, Adailton Cruz defendeu o fortalecimento da gestão pública, com investimentos diretos na unidade, contratação de mais profissionais e ampliação das especialidades médicas. Entre as áreas consideradas essenciais para atender à demanda local estão neuropediatria, oftalmologia, ortopedia, anestesiologia e ginecologia.
Os organizadores do ato informaram que a mobilização contou com ampla adesão dos trabalhadores, que se manifestaram majoritariamente contra a proposta. Atualmente, o processo de terceirização encontra-se suspenso – uma decisão que foi bem recebida pelos profissionais e entidades sindicais.
A ação também buscou esclarecer à população sobre os possíveis impactos da medida, como interrupções no atendimento, rotatividade de equipe e redução da oferta de serviços especializados. O deputado garantiu que seguirá acompanhando de perto o tema e cobrará do governo estadual soluções que priorizem a saúde pública, a transparência na aplicação de recursos e a valorização dos trabalhadores da área.









