Um bloqueio de R$ 864,3 mil nas contas de Sidney Oliveira e da Ultrafarma, em uma ação que tramita na Justiça para a cobrança de uma dívida, fez com que o empresário oferecesse um imóvel como garantia para não ter o valor penhorado.
O processo se iniciou em 2020, quando um fundo de investimento moveu uma ação contra o empresário do ramo farmacêutico Edson Rodrigo de Oliveira Sanches para cobrar uma dívida de R$ 390 mil. Três anos depois, o empresário Anthony Wang adquiriu os direitos creditórios e passou a figurar como o “cobrador” da dívida.
Na ocasião, a Justiça determinou que Sanches pagasse a dívida sob pena de penhora. O empresário não quitou a dívida e não foram localizados bens no nome dele. O processo chegou a ser arquivado, mas foi retomado após nova ação de Wang.
Após o retorno do processo, a Justiça reconheceu que houve uma manobra societária irregular e fraudulenta envolvendo Sanches, Sidney Oliveira e a empresa Ultrafarma para ocultar o patrimônio do empresário, que atuava como “sócio oculto”. Com a decisão, a rede de farmácias e seu dono passaram a responder o processo.
Em outubro do ano passado, o juiz Luiz Raphael Valdez determinou o bloqueio de R$ 858,6 mil nas contas de Sidney e da Ultrafarma. Wang solicitou a penhora de R$ 864,3 mil, valor limite da dívida, pedido que foi aceito pela Justiça.
Para evitar que o dinheiro bloqueado fosse entregue a Wang antes do julgamento final do recurso, a defesa ofereceu um imóvel em caução, localizado em São Paulo e avaliado em cerca de R$ 1,4 milhão, e pediu que os valores fiquem retidos sob custódia judicial até a decisão definitiva.
O recurso de Sidney Oliveira e da Ultrafarma aguarda decisão da Justiça. O Metrópoles entrou em contato com a empresa, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.









