Manaus (AM) – 11 de fevereiro de 2026 – Várias calhas fluviais da bacia amazônica registram aumento significativo do nível das águas neste mês de fevereiro, colocando 35 municípios do estado do Amazonas em situação de atenção, alerta ou emergência. O município de Eirunepé foi o mais atingido até o momento, sendo declarada situação de emergência, enquanto outras 11 cidades das regiões sul e sudoeste – localizadas nas margens dos rios Purus e Juruá – estão em estado de alerta.
Com previsão de chuvas acima da média para as áreas oeste e centro-sul do estado, as autoridades já tomaram medidas preventivas para minimizar os impactos nas comunidades. A Defesa Civil informa que o pico da cheia em duas importantes calhas fluviais deve ocorrer nas próximas semanas, o que demanda esforços coordenados para garantir o abastecimento de bens essenciais, transporte, assistência médica e suporte a populações isoladas. Ao todo, cerca de 173 mil famílias estão diretamente impactadas pelas enchentes.
Medidas de enfrentamento são definidas em reunião do comitê de crise
Na segunda-feira (9), o governo do Amazonas convocou o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos para alinhar as estratégias de resposta à crise. Dentre as ações aprovadas, destacam-se o envio imediato de cestas básicas, água potável, caixas-d’água e equipamentos de purificação. Também serão distribuídos kits de higiene, medicamentos e há previsão de compra de produtos da agricultura familiar local, visando tanto o auxílio às famílias quanto o estímulo à economia regional.
No campo da saúde, estão previstos a distribuição de kits com medicamentos, vacinas e soros, além de um intensificado monitoramento de doenças típicas de períodos de enchente, como leptospirose, diarreia, malária e dengue. Para atender às comunidades ribeirinhas com maior dificuldade de acesso, um barco-hospital será direcionado para os municípios prioritários.
Cheia antecipada surpreende monitoramento hidrológico
De acordo com dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB), os principais rios da bacia amazônica mantêm níveis próximos à média histórica para esta época do ano. No entanto, o pico das enchentes, que tradicionalmente seria esperado apenas em junho, foi antecipado para os próximos meses, o que reforça a necessidade de mobilização constante das equipes de resposta e preparação das comunidades para os desafios que virão.










