A esposa do ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Turra (foto em destaque), de 19 anos, disse, em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que a briga entre seu companheiro e o adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, 16, “foi muito rápida”. Ela disse, ainda, que o adolescente tinha um canivete.
Assista ao depoimento:
Nesta quarta-feira (11/2), o vídeo do interrogatório da companheira de Turra passou a circular nas redes sociais (assista acima). O depoimento foi colhido na 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), em 23 de janeiro – um dia após a confusão.
À época, Rodrigo estava internado em estado grave em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele morreu no último sábado (7/2). Pedro está preso preventivamente pelo crime.
No relato, a jovem de 18 anos afirma que tudo começou quando um amigo do casal pediu carona para uma festa em um condomínio em Vicente Pires, onde pretendia encontrar a ex-namorada.
Entenda o caso:
- De acordo com as investigações, a confusão começou na noite de 22 de janeiro.
- Testemunhas relataram que Turra teria jogado um chiclete mascado em um amigo da vítima. Após provocações, o ex-piloto e o adolescente passaram a se agredir.
- Vídeos gravados no local mostram o momento em que Turra desfere um soco que faz Rodrigo bater violentamente a cabeça contra um carro.
- O impacto o deixou desacordado. Ele chegou a vomitar sangue enquanto era socorrido.
Segundo a companheira de Turra, o grupo chegou ao local cerca de 10 minutos antes do fim da festa, devido ao horário estabelecido pelo condomínio. “A gente entrou no condomínio, mas ficou do lado de fora da casa”, afirmou. Ela contou que todos estavam se divertindo, inclusive Rodrigo.
No entanto, a situação teria mudado rapidamente. “Teve uma hora em que a porta do carro estava aberta. Eu estava atrás e ele abriu a minha porta. Quando ele abriu, o Rodrigo falou para o garoto: ‘Vem aqui para você ver’, e sacou um canivete preto”, relatou.
A jovem ainda afirmou que o adolescente aparentava estar alcoolizado. “Ele já estava com um canivete e estava bêbado. Lembro dele fumando pod”, disse.
Ela também declarou que um vizinho, que seria policial, advertiu o grupo: “Para com essa zona aí”. A jovem, que se apresentou como empresária do ramo de academias, mencionou ainda o episódio envolvendo um chiclete. “A briga foi muito rápida; a gente piscou o olho e eles já estavam brigando.”
A defesa da família de Rodrigo já se posicionou sobre a afirmação de que o adolescente portava um canivete.
“Ele [Pedro] agrediu um menor que era franzino, porque ele é um valentão, não tem uma explicação lógica, não tem figura de chiclete, não tem figura de canivete”, disse ao Metrópoles, em 27 de janeiro, o advogado Albert Halex.









