O 9º Festival da Farinha está se revelando muito mais do que uma festa tradicional: é também uma importante vitrine econômica para a região. Nos três primeiros dias de evento, iniciado na quarta-feira (26), a grande circulação de público no Complexo Esportivo impulsionou vendas e garantiu faturamento expressivo para produtores, comerciantes e artesãos locais.
De plantas a comida: todo mundo vende mais
Bares e restaurantes registram lotação constante, enquanto os espaços de comercialização de produtos derivados da mandioca — como tapioca feita na hora — atraem compradores o tempo todo. Empreendedores de diferentes ramos comemoram o movimento:
Adônias da Silva, a Carlinha — trabalha com plantas, projetos e manutenção de jardins e já faturou mais de R$ 3 mil em três noites. “O Festival funciona como uma vitrine. Muita gente conhece nosso trabalho, pega o cartão e depois visita o viveiro. Depois do evento é que o movimento aumenta ainda mais”, avalia.
Francilete Queiroz — estreia no festival vendendo churrasquinhos e já estima cerca de R$ 5 mil em vendas. “A gente nem esperava tanto, mas o povo está gostando mesmo”, comemora.
Nildes Ferreira — oferece passeios de carrinhos elétricos para crianças por R$ 10 cada 5 minutos. “O movimento está superando as expectativas, graças a Deus. São até 40 crianças por noite”, conta.
Josimar Silva — traz coco doce e gelado de Mâncio Lima e espera superar as 900 garrafas que vendeu na Expoacre Juruá. “É bom pra esse tempo quente. As vendas estão boas desde a primeira noite”, diz.
Roberto Oliveira (Cocacre) — tem a meta de vender 1.500 cocadas no palito, em nove sabores entre os quais tradicional, café e açaí. “A aceitação está muito boa e vamos superar essa meta”, garante.
Tradição que gera renda
O Festival da Farinha se consolida como um dos principais eventos econômicos do interior do Acre, reunindo produção rural, gastronomia, artesanato e lazer em um só lugar. Para os empreendedores, é a oportunidade de faturar e também de ampliar a clientela para o resto do ano.












