BRASÍLIA (DF), 23 de janeiro de 2026 – O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) concluiu nesta sexta-feira (23) o desembolso de R$ 26 bilhões a 521 mil credores do Banco Master, correspondendo a 66,4% do valor total estimado para as garantias e atendendo 67,3% dos investidores com direito à indenização. Os repasses, iniciados na tarde da segunda-feira (19), ganharam velocidade após ajustes técnicos nos sistemas do fundo, que passam a processar cerca de 2,8 mil pedidos por hora – 46 por minuto – por meio do aplicativo oficial.
O FGC informou em nota que as equipes mantêm monitoramento contínuo para acelerar os repasses, mas alertou que procedimentos de segurança e combate à fraude podem demandar verificações adicionais, impactando prazos individuais de liberação dos recursos. O valor total líquido necessário para cobrir as garantias do Banco Master é de aproximadamente R$ 40,6 bilhões – cerca de um terço dos recursos disponíveis no fundo.
A instituição havia sido alvo de liquidação extrajudicial pelo Banco Central (BC) em 18 de novembro do ano passado, no mesmo dia em que seu controlador, Daniel Vorcaro, foi preso em operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de fraudes bilionárias. Ele foi solto posteriormente e responde às investigações em liberdade, sob medidas cautelares.
Além do Master, o FGC também deverá honrar garantias referentes ao Will Bank, cuja liquidação foi decretada pelo BC nesta semana. O desembolso estimado para essa instituição é de R$ 6,3 bilhões, mas o início dos pagamentos depende do envio da base de dados dos credores pelo liquidante nomeado pelo autarca – ainda não há prazo definido para a liberação dos valores.
Como o Will Bank integra o conglomerado do Banco Master desde agosto de 2024, o limite de cobertura de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ não é duplicado. “O credor que já recebeu o valor limite da garantia não terá novos pagamentos, uma vez que todas as instituições pertencem ao mesmo conglomerado financeiro”, destacou o FGC.









