O corpo de Miguel Araújo Machado, de 12 anos, foi enterrado no fim da tarde desta quinta-feira (12/2), em Itumbiara, Goiás. A criança morreu após ser baleada pelo próprio pai na noite de quarta (11/2). O caso é investigado pela Polícia Civil de Goiás.
O sepultamento ocorreu no Cemitério Avenida da Saudade e foi marcado por forte comoção de familiares e amigos. Miguel era neto do prefeito Dione Araujo (União Brasil). Ele foi velado na casa do avô. No momento final da cerimônia, crianças lançaram rosas brancas sobre o túmulo.
A mãe do menino, Sarah Araújo, esteve presente, assim como o prefeito. Miguel chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos, mas não resistiu aos ferimentos.
O irmão mais novo, de 8 anos, também foi baleado e permanece internado na mesma unidade de saúde em estado gravíssimo.
Pai atirou nos próprios filhos
O autor dos disparos foi o pai das crianças, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos. Ele matou o filho mais velho, feriu o caçula e, em seguida, tirou a própria vida. O caso ocorreu no condomínio onde a família morava, na noite de quarta-feira (11/2). Não há, até o momento, detalhes oficiais sobre a dinâmica do crime.
Thales era genro do prefeito e ocupava o cargo de secretário de Governo do município. Ele era casado há 15 anos com a mãe das crianças.
Antes do crime, o secretário publicou uma mensagem nas redes sociais com declarações de amor aos filhos. “Que Deus abençoe sempre meus filhos. Papai ama muito”, escreveu.
Carta de despedida
Thales também deixou uma carta de despedida direcionada a familiares e amigos. No texto, afirmou estar enfrentando dificuldades no casamento, pediu desculpas e mencionou ter sido traído pela esposa. Declarou respeito ao sogro e afirmou que agiu no que chamou de “o limite do improvável”. Disse ainda que sempre buscou manter harmonia e respeito e pediu perdão pelo ato.
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Em nota, a Polícia Civil informou que o caso é tratado como homicídio consumado e homicídio tentado, seguidos de autoextermínio por parte do autor.
O inquérito foi instaurado e, segundo a polícia, até o momento não há elementos que indiquem participação de terceiros. O caso segue sob investigação pelo Grupo de Homicídios de Itumbiara.









