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Força Nacional prorroga permanência na Terra Indígena Ituna-Itatá no Pará por mais 90 dias

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A Força Nacional estenderá sua atuação na Terra Indígena Ituna-Itatá, localizada no município de Senador José Porfírio, no sudeste do Pará, por mais 90 dias. A decisão de prorrogar a presença dos agentes foi emitida pelo Ministério da Justiça e publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2). Essa medida é realizada em apoio à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e em coordenação com os órgãos de segurança pública do estado do Pará.

A TI Ituna-Itatá foi designada como uma reserva restrita desde 2011, o que significa que o acesso e a permanência na região são permitidos apenas para proteção e fiscalização por parte dos órgãos indigenistas, além de restringir a exploração dos recursos naturais, exceto para pesquisadores autorizados e agentes da Funai. Essa restrição foi imposta com o objetivo de salvaguardar as comunidades indígenas isoladas presentes no local. No entanto, entre 2011 e 2021, a TI teve o terceiro maior índice de desmatamento no Brasil e registrou o maior índice de desmatamento em 2019, de acordo com os dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes).

A prorrogação da presença da Força Nacional na TI Ituna-Itatá visa garantir a segurança das comunidades indígenas e a proteção do meio ambiente contra atividades ilegais, como desmatamento e exploração ilegal de recursos naturais. Essa medida é essencial para preservar a riqueza cultural e ambiental da região, bem como para assegurar o bem-estar dos povos indígenas que habitam a área.

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É importante ressaltar a importância de ações contínuas e estratégias eficazes para combater o desmatamento e promover o respeito aos direitos indígenas. Somente através do engajamento conjunto de instituições governamentais, sociedade civil e comunidades indígenas será possível alcançar a preservação necessária da Terra Indígena Ituna-Itatá e de outras regiões amazônicas ameaçadas.

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