Após uma mulher morrer ao nadar na piscina de uma academia de ginástica no Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo, o homem apontado como o responsável pelo preparo das misturas químicas utilizadas na piscina contou que recebia as orientações dos sócios da academia por mensagem, via WhatsApp. É o que afirma o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, responsável pelo caso. As informações são da rádio CBN.
“Ele mandava mensagens, fazia medições da piscina e enviava fotos da piscina e das medições. Um dos sócios da empresa dava as orientações e dizia: ‘Põe uma proporção tal de cloro, proporção tal de elevador de pH e dos produtos’. Tudo era feito à distância, sem nenhum contato presencial”, explicou o policial.
Além disso, segundo as investigações, o homem não tem qualificação para esse tipo de serviço. “Ele mesmo declarou que não é habilitado e que nunca fez curso de piscineiro”, complementou o delegado.
Ao Terra, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirma que, até esta terça-feira, 10, foram registradas seis vítimas – sendo uma fatal. “A autoridade policial determinou a oitiva de funcionários do local e realiza demais diligências para esclarecer o caso. Laudos periciais estão em elaboração e serão analisados assim que concluídos”, afirmaram, em nota.
Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, foi quem faleceu. Segundo o registro policial, a professora usou a piscina no último sábado, 7, acompanhada do marido quando ambos perceberam alterações incomuns na água, como cheiro e gosto diferentes do habitual. Após a atividade, os dois passaram a apresentar sintomas de mal-estar. O casal procurou atendimento médico no Hospital Santa Helena, em Santo André. Durante a internação, o estado de Juliana se deteriorou rapidamente, culminando em uma parada cardíaca. Ela não resistiu.
O que diz a academia?
O caso aconteceu na Academia C4 Gym, que se posicionou por meio de nota oficial divulgada em suas redes sociais na segunda-feira, 9. Eles afirmaram receber com “profundo pesar” a notícia do falecimento de uma das alunas e que estão “totalmente solidários à família e aos amigos”, se colocando “à disposição para todo o apoio necessário neste momento difícil”.
“Seguimos acompanhando de perto o estado de saúde dos demais alunos afetados e também prestando todo o apoio possível. Gostaríamos de esclarecer que, assim que tomamos conhecimento do ocorrido, interrompemos imediatamente as atividades da piscina, acionamos o socorro e seguimos todas as orientações das autoridades competentes. Estamos conduzindo uma rigorosa apuração interna e também colaborando com as autoridades competentes e com a investigação. Reforçamos nosso compromisso com a transparência junto aos nossos clientes, colaboradores, parceiros e autoridades”, afirmou a academia.









