A Região Metropolitana de Manaus figura entre as capitais com os maiores índices de pobreza do Brasil. Conforme o 17º Boletim Desigualdade nas Metrópoles, 30,1% da população local vive em condição de pobreza — percentual muito superior à média geral das regiões metropolitanas do país, que ficou em 18,4%, o menor patamar registrado desde 2012.
O dado revela uma diferença expressiva em relação às principais cidades do Sul e do Sudeste, onde as taxas de pobreza ficam entre 10% e 12%, ou seja, cerca de um terço do valor verificado em Manaus.
Elaborado pelo PUCRS Data Social em parceria com o Observatório das Metrópoles, o levantamento adota o critério do Banco Mundial, que classifica como pobre quem vive com renda inferior a US$ 6,85 por dia.
Mesmo com a melhora dos indicadores econômicos em âmbito nacional, especialistas explicam que fatores como limitações na infraestrutura, dificuldades logísticas e a alta taxa de trabalho informal impedem que a riqueza gerada pelo Polo Industrial de Manaus chegue de forma mais igualitária à população. Esses desafios mantêm elevada a vulnerabilidade social na região.
O estudo também alerta para o aumento da concentração de renda no Brasil. Nos últimos períodos analisados, a renda dos 10% mais ricos da população cresceu 9,1%, enquanto o ganho dos 40% mais pobres ficou em apenas 4,2%. Esse cenário de crescimento desigual atinge de forma ainda mais intensa localidades que já apresentam altos índices de pobreza, como a capital do Amazonas.












