CRUZEIRO DO SUL – Uma adolescente de 16 anos procurou socorro no quartel do Exército localizado no bairro Aeroporto Velho, na manhã desta sexta-feira (23), afirmando ter sido vítima de estupro por três homens no mesmo local. A informação foi repassada imediatamente à Polícia Militar (PM) e ao Conselho Tutelar, que iniciaram os procedimentos correspondentes.
Ao chegar ao local, agentes militares encontraram a menor em estado desorientado, com fala incoerente, cabelos úmidos, olhos irritados e roupas desarrumadas. Durante o atendimento inicial, ela contou ter sofrido abuso sexual e identificou um dos suspeitos como Caio, mas não deu mais detalhes sobre os outros envolvidos ou sobre as circunstâncias exatas do ocorrido.
A guarnição militar acompanhou a adolescente até sua residência, onde informou sobre o caso aos pais. Os responsáveis relataram que a filha já apresentou histórico de ausências domésticas sem autorização prévia e que, em ocasiões anteriores, haviam recebido materiais visuais em que ela aparecia consumindo bebidas alcoólicas. Eles também destacaram que não seria a primeira vez que a menor se ausentasse de casa e posteriormente relatasse ter sido vítima de abuso.
A adolescente foi inicialmente encaminhada ao Pronto-Socorro municipal para avaliação médica. No entanto, a profissional de plantão informou que não seria possível realizar os exames específicos na unidade, devido à falta de um ginecologista disponível, e orientou que o procedimento fosse realizado na maternidade do município. Na instituição, a vítima passou por uma série de avaliações clínicas e exames laboratoriais, além de receber tratamento medicamentoso adequado.
Equipes da PM realizaram buscas e rondas pelo bairro Aeroporto Velho, mas nenhum dos suspeitos foi localizado até o fechamento da ocorrência. A menor e seus genitores foram orientados a comparecer à Delegacia de Polícia para formalizar o registro do fato e prosseguir com as investigações.
Importante destacar que, em casos envolvendo menores de idade e alegações de violência sexual, as autoridades seguem protocolos específicos para garantir a segurança e o bem-estar da vítima, independentemente do histórico apresentado. Todas as denúncias são investigadas para apurar a verdade dos fatos.









