Moradores de diferentes pontos de Epitaciolândia denunciaram problemas recorrentes na coleta de lixo doméstico e de entulho na cidade, com registros de acúmulo de resíduos em vias públicas e demoras na retirada. Após as reclamações, a reportagem constatou a situação em locais visitados nesta terça-feira (24).
A secretária municipal de Meio Ambiente, Hiamar Pinheiro, confirmou que, embora a coleta seja realizada diariamente, a pasta enfrenta sérias dificuldades operacionais devido aos problemas com a frota de veículos. “Todos os dias coletamos o lixo da cidade, mas há momentos em que nos deparamos com caminhões quebrados. Às vezes, as peças precisam ser buscadas fora do município, ou mesmo de outros estados, mas mantemos o atendimento à demanda”, explicou ela.
De acordo com dados da secretaria, entre os dias 1 e 25 de fevereiro, a média diária de recolhimento foi de oito toneladas de lixo doméstico. Dos três caminhões disponíveis para a coleta, dois encontram-se com problemas. “É verdade que temos que buscar componentes em Porto Velho e outros locais, pois aqui não há disponibilidade”, destacou a secretária, que atribuiu as falhas à idade dos veículos. “Fazemos a coleta com muita dificuldade porque os caminhões são muito antigos e quebram com frequência.”
No bairro Aeroporto Velho, o morador Leandro criticou especialmente o sistema de coleta de entulho e o modelo de lixeiras comunitárias. “A situação é péssima. Acho um erro ter lixeiras comunitárias numa área que não é rural – cada residência deveria ter a sua própria”, afirmou. Ele relatou que os resíduos ficam acumulados por semanas consecutivas. “O problema causa um forte mau cheiro dentro de casa, e já vimos casos de descarte irregular de animais mortos e lixo espalhado por cães.”
A prefeitura informou que mantém o serviço diário e utiliza caçambas para atender demandas emergenciais. No entanto, parte dos moradores cobra mais planejamento e regularidade no fornecimento do serviço público.






