Moradores e produtores rurais do Ramal Oriente, na região do Sítio Histórico Quixadá, em Rio Branco, foram à público nesta segunda-feira, 20, denunciar o total abandono da área. São cerca de 9 km de ramal e 23 km de via asfaltada que não recebem qualquer tipo de manutenção há oito anos.
As imagens e relatos mostram um cenário crítico: estradas tomadas pelo mato, buracos, pontes e bueiros destruídos, além da total falta de sistema de drenagem. A via asfaltada, que já foi referência, hoje está intransitável em diversos trechos.
De acordo com Jorge da Silva Ferreira, presidente da comunidade, cerca de 100 famílias residem na região. Para manter o mínimo de condição, os próprios moradores se organizam em mutirões, arcando com custos de combustível e equipamentos para roçar a área a cada dois ou três meses.
“Mesmo assim, a situação é precária. Estudantes, cadeirantes e deficientes visuais sofrem diariamente. O transporte escolar até parou de passar por causa dos riscos de acidente”, relatou.
Além das estradas, a comunidade lamenta o abandono do próprio Sítio Histórico Quixadá, famoso por ter servido de cenografia para a minissérie “Amazônia, de Galvez a Chico Mendes”, exibida pela TV Globo.
O local, que já chegou a receber 150 visitantes por fim de semana e contava com museu, restaurante e pousadas, hoje se encontra deteriorado. O posto de saúde da região também está fechado. Os moradores cobram a revitalização do espaço como forma de gerar emprego e renda.
A população lembra que, ainda em 2022, o Governo do Estado, por meio da Fundação Elias Mansour, havia informado que estudava projetos para revitalizar a área. Até o momento, porém, nenhuma obra foi iniciada e nem houve diálogo com a comunidade, que agora pede providências urgentes.








