O corpo encontrado no Rio Amazonas na segunda-feira (16/2) durante as buscas pelas vítimas do naufrágio de uma embarcação de passageiros, em Manaus (AM), foi identificado por meio de laudo pericial no Instituto Médico Legal (IML). Agora, subiu para três o número de mortos.
A vítima foi identificada como Fernando Grandêz (foto em destaque), de 39 anos. Ele estava entre os sete desaparecidos da embarcação Lima Abreu XV, que naufragou na região do encontro das águas dos rios Negro e Solimões, na última sexta-feira (13/2). A lancha saiu de Manaus por volta das 12h30 e seguia para Nova Olinda do Norte.
A informação da identidade foi confirmada pelo vice-prefeito e secretário de Assistência Social de Nova Olinda do Norte, Cristian Martins. Segundo ele, o laudo pericial confirmou que as características coincidem com as de Fernando. O corpo da vítima foi encontrado por volta das 13h desta segunda.
Grandêz era cantor de música gospel e integrante de uma igreja evangélica de Manaus. Ele possuía mais de 8 mil seguidores em suas redes sociais e costumava se apresentar em eventos realizados na capital amazonense.
O velório do músico foi realizado na manhã desta terça-feira (17/2), na IEADAM Vila Marinho, no bairro Compensa. Um culto em sua homenagem iniciou às 9h e finalizou às 10h. Em seguida, o cortejo iniciou e foi até o cemitério Recanto da Paz, em Iranduba.
Buscas chegam ao quinto dia
Equipes do Corpo de Bombeiros e da Marinha do Brasil continuam buscando os desaparecidos. A embarcação foi encontrada a aproximadamente 50 metros de profundidade, e as operações de busca contam com mergulhadores, embarcações, drones e sobrevoos.
Atualmente, do total de 80 pessoas, 71 foram resgatadas sem ferimentos graves, seis estão desaparecidas e três morreram. Além de Fernando, uma criança, identificada como Samila de Souza, de 3 anos, e Lara Bianca, de 22, tiveram a morte confirmada.
Comandante da lancha é detido novamente
O comandante da lancha, identificado como Pedro José da Silva Gama, de 42 anos, foi detido no início de sexta-feira (13/2) no Porto da capital, e responderá pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Levado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), ele foi solto após pagar fiança. No entanto, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) decretou, no sábado (14/2), a prisão preventiva do piloto. As causas do naufrágio ainda não foram divulgadas oficialmente.
Os bombeiros informaram que o Grupamento de Bombeiros Marítimo (CBMar) de São Paulo enviou, também no sábado, uma equipe de mergulhadores e equipamentos para ajudar nas buscas pelas vítimas.
A equipe paulista é formada por seis bombeiros militares, incluindo um capitão.
A empresa responsável pela embarcação, Lima de Abreu Navegações, lamentou o ocorrido, afirmou que o barco estava regularizado e com os documentos em dia e que coopera com as investigações.








