CARACAS/VENEZUELA – 31 de janeiro de 2026 — A cooperação internacional entre Brasil e Venezuela deu novos frutos na luta contra o narcotráfico na região amazônica. Em uma operação realizada no início do mês no estado venezuelano do Amazonas, na fronteira com o Brasil, a Polícia Federal (PF) brasileira e a Superintendência Nacional Antidrogas (SUNAD) venezuelana localizaram e destruíram três aeronaves utilizadas por organizações transnacionais do crime.
A ação foi possível graças à reabertura da Adidância da PF em Caracas (ADIPF/CCS) em 2025, que restabeleceu o canal de colaboração entre as autoridades dos dois países. Das aeronaves apreendidas e inutilizadas em uma pista clandestina, duas tinham origem brasileira e operavam sem plano de voo ou identificação oficial.
O movimento segue a mesma estratégia que já demonstrou eficácia no ano passado: em 2025, quatro aeronaves foram desativadas e diversas pistas ilegais foram erradicadas na zona fronteiriça. Com as novas medidas, as forças de segurança estimam ter impedido o transporte aéreo de cerca de 4,2 toneladas de drogas, que tinham como provável destino o território brasileiro.
De acordo com informações da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), as aeronaves faziam parte de uma estrutura organizada que explora a região remota da Amazônia para o tráfico internacional de substâncias ilícitas. A ADIPF/CCS ressaltou que o apoio da Coordenação-Geral de Repressão a Drogas, Armas, Crimes contra o Patrimônio e Facções Criminosas (CGPRE) foi fundamental para o sucesso da operação.









