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CIDADES

PCC operava duas redes de combustíveis em SP e uma em Goiás, diz promotor

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Mais detalhes sobre a Operação Carbono Oculto, que investiga esquema orquestrado pelo PCC, foram dados em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 28 Foto: Giovanna Bronze/Terra

No esquema de fraude no sistema de combustíveis com envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC), a facção criminosa operava três redes de combustível, segundo o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), João Paulo Gabriel.

De acordo com João Paulo, o PCC operava duas redes de combustível no Estado de São Paulo, uma que ele descreveu como “muito ampla”, e outra em Goiás. “Essas redes atuam de forma cooperada com redes já identificadas de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital”, informou.

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A “megaoperação” policial com o objetivo de desarticular esse esquema foi deflagrada na manhã desta quinta-feira, 28, com atuação nos Estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

“Esse dinheiro que é movimentado dentro desse grande sistema é dinheiro do crime organizado, independentemente do dinheiro que sai na bomba”, seguiu o promotor. “Existem postos que podem atuar de diferentes formas. Podem existir estabelecimentos que são receptores de carga adulterada. Existem postos que são utilizados para facilitar a sonegação de impostos. Também existem postos que estão totalmente regulares e servem simplesmente para a lavagem de dinheiro”, completa.

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“Um preço muito destoante pode ser uma fraude de qualidade”, alertou. “Isso, inclusive, mostra que estão trabalhando na margem da legalidade.”

De acordo com o promotor, o PCC dominava toda a cadeia produtiva do combustível neste esquema, desde a importação do produto no Porto de Paranaguá, no Paraná, até a comercialização. Após o recebimento do etanol no posto, o esquema o desviava para outros Estados e, assim, podia realizar até a adulteração do combustível.

Segundo Marcia Cecilia Meng, superintendente da Receita Federal, “não há dúvida de ramificação internacional” do esquema, com o objetivo de exportar o material utilizado.

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Sobre a Operação Carbono Oculto

A Operação Carbono Oculto é a considerada a maior feita contra a infiltração do crime organizado na economia formal, focando num esquema no setor de combustívels com atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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A ação foi deflagrada por mais de 1.400 agentes do Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Ministério Público Federal, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO, da Polícia Federal, das Polícias Civil e Militar, da Receita Federal do Brasil, Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP), por meio do Grupo de Atuação Especial para Recuperação Fiscal (GAERFIS).

Foram cumpridos 248 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Além do setor de combustíveis, a operação também investigou instituições financeiras – as chamadas fintechs.

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Entre os crimes do esquema, estão crimes contra a ordem econômica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato.

Outro ponto importante da ação do grupo estaria na importação irregular por meio do Porto de Paranaguá, no Paraná. O esquema então realizaria o desvio do produto e sua utilização na adulteração do combustível.

O Terra tenta localizar as partes citadas na investigação.

 

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