PORTO VELHO (RO) – O trecho da BR-364 que liga Porto Velho a Vilhena, em Rondônia, passou a contar com nova tarifa de pedágios desde o dia 12 de janeiro. Para carros e veículos utilitários, o valor total ao longo do percurso chega a R$ 144,80, somando as sete cobranças instaladas na rodovia. Já para veículos de carga, o custo varia conforme o número de eixos, sendo que carreta com o limite máximo permitido no país (nove eixos) desembolsa R$ 1.303,20 apenas em pedágios – valor que também se aplica a ônibus e outros veículos comerciais.
Tarifas variam entre R$ 5,40 e R$ 37 por ponto
Os valores por praça são diferenciados: o menor custo é registrado em Candeias do Jamari, com tarifa básica de R$ 5,40, enquanto o mais caro fica em Cujubim, onde a cobrança atinge R$ 37. Para caminhões, o cálculo é feito por eixo, com aplicação de um multiplicador sobre o valor base. Em veículos com mais de oito eixos, o valor final corresponde à multiplicação da tarifa de cada praça pelo total de eixos do veículo.
Motociclistas estão totalmente isentos da cobrança. Além deles, ambulâncias, veículos oficiais e do Corpo Diplomático também não pagam, desde que estejam regularmente cadastrados junto às autoridades competentes.
Reajuste de 9,55% foi baseado no IPCA
De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTTT), os valores foram definidos com base no Índice de Reajustamento Tarifário (IRT), que utiliza o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como referência. O cálculo considerou a variação acumulada do indicador entre novembro de 2023 e novembro de 2025, resultando em um reajuste de 9,55% nas tarifas.
A cobrança é realizada por meio do sistema eletrônico Free Flow, operado pela concessionária responsável pela manutenção e melhorias da BR-364. Diferente dos modelos tradicionais, não há praças físicas de pedágio: os veículos passam pelos pórticos instalados na rodovia sem precisar parar, e o pagamento deve ser efetuado em até 30 dias após a passagem, por meio de canais eletrônicos disponibilizados pela empresa.








