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CIDADES

Procon do Rio suspende propagandas dos bolinhos Ana Maria voltadas ao público infantil

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Denúncia do Idec também incluiu propagandas de influenciadores Foto: Divulgação

O Procon Carioca determinou a suspensão imediata de campanhas publicitárias da marca Ana Maria voltadas ao público infantil, após denúncia feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). A medida atinge ações realizadas nas redes sociais por influenciadores e conteúdos publicitários em embalagens dos produtos da Bimbo do Brasil, empresa responsável pela marca.

Na denúncia, o Idec acusa sete influenciadores digitais de promoverem os bolinhos Ana Maria para crianças: Mariana Mazzelli, Thiago (conhecido como Pai Solo Thiago), Camila Queiroz, Isabelli Gonçalves, Keila Pinheiro, Luma (do perfil Papo Materno) e Bruna Ruiz Rossi.

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O órgão considerou que os influenciadores fazem uso de linguagem lúdica, personagens coloridos e apelos afetivos relacionados à infância e ao ambiente escolar por meio de publicações do Instagram. A empresa Meta, dona da rede social, também foi incluída na queixa.

Segundo o Idec, as campanhas, entre elas as intituladas O Sabor de Ser Criança e De Volta às Aulas, veiculadas entre 2024 e 2025, são enganosas e abusivas. “O excesso de cores, a linguagem acessível ao público infantil e o foco em nutrientes específicos são uma forma de desviar a atenção do principal: são ultraprocessados e, portanto, contraindicados para crianças”, explica Mariana Ribeiro, nutricionista do programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Idec.

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A denúncia tem como base uma análise do Observatório de Publicidade de Alimentos, que avaliou 14 produtos da linha Ana Maria. O estudo apontou que todos os bolinhos são ultraprocessados, sendo 13 com altos teores de açúcar adicionado e três com altos índices de gordura saturada.

Além disso, os produtos continham aditivos cosméticos — substâncias que servem para alterar sabor, aroma, cor e textura, sem valor nutricional — e “ingredientes fantasmas”: bolinhos com sabores de baunilha ou mel, por exemplo, não apresentavam esses ingredientes na composição. Para o Idec, isso configura propaganda enganosa.

A crítica central do Idec é que, ao promover os bolinhos como opções ideais para a lancheira escolar, sugerindo que são “fontes de vitaminas” e “repletos de nutrientes”, a publicidade induziu pais, mães e cuidadores ao erro, criando uma imagem de produto saudável que não condiz com sua composição.

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O Terra buscou posicionamento da empresa, mas não obteve retorno até a publicação. O espaço segue aberto.

 

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