Quem é Janaina Miron, irmã de Ricardo Nunes presa após ser identificada pelo Smart Sampa

4 Min Read
Quem é Janaina Miron, irmã de Ricardo Nunes presa após ser identificada pelo Smart Sampa

A advogada Janaina Reis Miron, de 49 anos, foi presa nesta quinta-feira, 15, quando passava por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Socorro, zona sul da capital paulista.

Ela era procurada da Justiça e alvo de mandados de prisão por desacato, lesão corporal e embriaguez ao volante. A polícia chegou a ela após Janaína ser identificada pelo programa de segurança Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo.

A advogada é irmã do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e filha de Maria Do Céu Reis De Gouveia, que foi vereadora e presidente da câmara municipal de Embu Guaçu, também pelo MDB.

O advogado Alexandre Fanti, que representa a defesa de Janaína, declarou que informações preliminares apontam que ela faz tratamento para dependência química ou de álcool, e que ela estaria justamente na UBS para fazer a retirada de uma medicação.

O defensor afirmou, em entrevista coletiva, que Janaína é uma pessoa afastada da família e que já tem um histórico de recomendação de internação.

Sobre as acusações pelas quais foi detido, Fanti declarou aos jornalistas que não teve contato ainda com a advogada para ter mais detalhes. Ela deverá passar por audiência de custódia nesta sexta, 16.

Nas redes sociais, Janaína costuma se manifestar politicamente à direita, em favor das candidaturas da mãe e, principalmente, a do irmão. Chegou, inclusive, a publicar uma foto ao lado dele na época do seu casamento.

Durante a pandemia, fez postagens defendendo o uso de vacinas e criticando a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), hoje preso em Brasília. Porém, é mais enfática nos protestos contra o Partido dos Trabalhadores (PT) e o presidente Lula.

Histórico criminal

Em outubro de 2022, Janaina foi presa por dirigir embriagada na Rodovia João Hipólito Martins, em Botucatu, fazendo ziguezague na pista e quase colidindo contra outros veículos. Na abordagem, segundo os policiais, ela não portava documentos apresentava sinais de embriaguez, recusou o teste do bafômetro, resistiu à prisão e desacatou os agentes, que precisaram fazer uso de algemas.

Na época, os policiais identificaram que Janaina tinha antecedentes criminais por furto, maus tratos, lesão corporal dolosa e embriaguez ao volante, e transportava dois cães da raça pitbull no veículo.

Janaina teria dito que não estava embriagada, mas que estava sob efeito de medicação e que era perigoso se aproximar do veículo por conta dos animais. Segundo os agentes, durante a abordagem, ela teria dito que os policiais eram um “bando de vagabundos, inferiores ao meu marido que é capitão da PM” e que estariam levando ela para a delegacia pois queriam dinheiro.

Inicialmente, Janaina foi condenada a prestação de serviços à comunidade, pagamento de prestação pecuniária e suspensão do direito de dirigir, mas oficiais de Justiça fizeram diversas tentativas frustradas de intimação.

Diante do descumprimento, o Ministério Público pediu a conversão da pena, o que foi acolhido pela Vara Criminal de Botucatu, com expedição de mandado de prisão definitivo, já comunicado aos órgãos de segurança. A Justiça de São Paulo converteu em pena de prisão em regime aberto a condenação/COLABORARAM ADRIANA VICTORINO E LÍVIA MACHADO

Propaganda
Compartilhe este artigo