Se o crescimento meteórico da Reag não chamava a atenção, havia outros motivos para a gestora de fundos não passar despercebida. Antes de ser liquidada, a Reag desequilibrou o mercado com investidas agressivas. Com altos salários, tirou muitos executivos de outras gestoras e comprou diversas concorrentes.
Além disso, promovia grandes festas comemorativas (confira vídeo abaixo) e deu nome ao Cine Belas Artes, um marco cultural e histórico de São Paulo na região da Faria Lima.
Em 2024, quando ainda não tinha sido alvo de investigações policiais, a comemoração de fim de ano da Reag contou com show da banda Paralamas do Sucesso. Logo depois, em janeiro de 2025, a Reag ingressou na bolsa. Funcionários e sócios lotaram a B3 em uma comemoração acima do tom quase sempre sóbrio do espaço.
Continua depois da publicidade
Como mostrou a coluna, em apenas cinco anos, de 2020 até 2025, o patrimônio sob a gestão da Reag se multiplicou por quase 14 vezes: foi de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões. Ao longo do tempo, comprou empresas concorrentes como as gestoras Quasar, Empírica, Hieron e Berkana. Com altos salários, a Reag conseguiu atrair executivos respeitados no mercado financeiro.
A Reag também chegou a dar nome a um dos mais icônicos cinemas de rua de São Paulo, o Belas Artes, na região da Avenida Paulista. O contrato de naming rights com o cinema foi encerrado em dezembro de 2024, de forma antecipada, após a gestora se tornar alvo de investigações.
Continua depois da publicidade
A Reag foi alvo pela primeira vez da PF na megaoperação que mirou o uso pelo PCC de instituições financeiras para lavar e ocultar recursos ilícitos.
Continua depois da publicidade
Propaganda