Roraima registrou a maior taxa proporcional de pessoas desaparecidas do Brasil em 2025, com 78,1 casos a cada 100 mil habitantes, de acordo com dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça, divulgados nesta quinta-feira (29). O estado supera o Distrito Federal (74,6 casos por 100 mil habitantes) e o Rio Grande do Sul (67,7), que aparecem em segundo e terceiro lugares, respectivamente.
No país inteiro, foram contabilizados 84.760 registros de desaparecimento ao longo do ano – o maior número da série histórica do Sinesp –, representando um aumento de 4,1% em comparação com 2024. A taxa nacional foi de 39,7 ocorrências por 100 mil habitantes.
Apesar de não figurarem no topo da lista proporcional, estados mais populosos concentram os maiores números absolutos de casos. São Paulo lidera esse ranking com 20.546 registros, seguido por Minas Gerais (9.139) e Rio Grande do Sul (7.611). Por outro lado, Mato Grosso do Sul apresentou a menor taxa do país, com 12,9 casos por 100 mil habitantes, além de registrar redução em relação ao ano anterior.
Especialistas apontam que a variação entre os estados pode estar relacionada à qualidade dos dados, à estrutura das polícias civis e ao desenvolvimento de políticas públicas voltadas à busca por pessoas desaparecidas. Algumas unidades federativas ainda não haviam enviado informações completas de dezembro de 2025 até o fechamento do balanço.
O Ministério da Justiça reforça que não é necessário esperar 24 horas para registrar um desaparecimento. A orientação é procurar imediatamente uma delegacia ou usar a delegacia eletrônica, fornecendo o máximo de detalhes para agilizar as buscas. Além disso, os casos são automaticamente integrados ao Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), que dispõe de um painel público para compartilhamento de informações e colaboração da sociedade civil, acessível em https://cnpd.mj.gov.br/painel-publico.









