A confusão envolvendo o deputado distrital Fábio Félix (PSol) e policiais da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) começou após uma abordagem a supostos traficantes durante um bloquinho de Carnaval, na tarde desta segunda-feira (16/2). No entanto, segundo informações divulgadas, o que foi apreendido pelos militares foi apenas um baseado pronto para consumo e uma porção com cerca de 0,5 grama de maconha — quantidade que daria para enrolar mais um pequeno cigarro artesanal.
O tumulto começou momentos antes com a prisão da coordenadora do Bloco Rebu, Dayse Hansa. Segundo a PM, ela tentou impedir a ação policial durante a prisão de suspeitos de tráfico que foram identificados no Bloco. Na sequência, o deputado tentou questionar a prisão da mulher e recebeu um jato de spray de pimenta no rosto. Tudo ocorreu na tarde desta segunda-feira (16/2) durante o Carnaval do DF
O episódio ocorreu em meio à folia e foi registrado por diversas testemunhas que presenciaram a cena. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o parlamentar recebe jatos de spray de pimenta no rosto disparados por um policial militar.
“Esse [policial] agiu na covardia com o deputado. Jogou spray de pimenta na cara do deputado sem mais nem menos. Estávamos conversando”, afirmou uma testemunha que gravou parte da confusão.
Voz de prisão
Em uma segunda gravação, é possível ver o deputado questionando quem estaria no comando da operação policial, enquanto outro militar ordena que ele se afaste.
“Quem está no comando?”, pergunta Fábio.
“Não toque no policial”, responde o militar.
“Não estou tocando em ninguém”, retruca o distrital.
Em seguida, o parlamentar se identifica como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal e anuncia que dará voz de prisão ao policial responsável pelo disparo do spray.
“Vamos até a 5ª Delegacia de Polícia agora e o senhor será preso por desacato à autoridade”, declarou o deputado.
O policial que afirmou estar no comando da tropa reagiu de forma ríspida. “Dane-se. Se afaste. Dê voz de prisão. Faça o que quiser”, respondeu.
Clima tenso e mais confusão
Fábio Félix afirmou que estava no local para dialogar sobre a abordagem. “Eu acabei de levar um spray de pimenta da pior forma possível, de maneira desrespeitosa, agressiva e violenta de um policial que está aqui sob o seu comando. Vamos denunciar o caso à coronel Ana Paula”, disse.
O policial respondeu que o deputado estaria à vontade para fazer a denúncia e voltou a pedir que ele não tocasse nos militares — apesar de testemunhas gritarem que ninguém havia encostado nos agentes.
Em determinado momento, um terceiro policial entrou na frente das pessoas que filmavam, mandou que se afastassem e se posicionou entre as testemunhas e os envolvidos, o que aumentou ainda mais a tensão no local.
O caso deve ser apurado pelas autoridades competentes para esclarecer as circunstâncias da abordagem, o uso do spray de pimenta e a conduta dos envolvidos.








