De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, o rendimento real habitual dos trabalhadores brasileiros atingiu R$ 3.560 em 2025. Esse indicador é crucial, pois reflete o quanto os indivíduos ganham regularmente, já descontada a inflação, servindo como uma referência importante para avaliar o poder de compra da população. Em Roraima, o rendimento médio foi de R$ 3.438, ligeiramente inferior à média nacional. Apesar disso, o estado apresenta resultados melhores em comparação a várias unidades da Região Norte e Nordeste, o que demonstra uma economia fortemente ligada ao setor público e a serviços. As disparidades regionais em relação à renda são evidentes no país. O Distrito Federal se destaca com um rendimento médio de R$ 6.320, impulsionado pela presença significativa de servidores públicos com salários acima da média. Seguem-se São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177), além de estados do Sul, como Santa Catarina (R$ 4.091), Paraná (R$ 4.083) e Rio Grande do Sul (R$ 3.916). Outros estados que superam a média nacional incluem Mato Grosso do Sul (R$ 3.727), Mato Grosso (R$ 3.688) e Goiás (R$ 3.628). Por outro lado, estados como Espírito Santo (R$ 3.497), Roraima, Rondônia (R$ 3.362), Minas Gerais (R$ 3.350) e Tocantins (R$ 3.129) ficam abaixo dessa média. Os menores rendimentos foram registrados no Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394). A pesquisa destaca que a desigualdade regional continua sendo um desafio significativo para o Brasil. Enquanto as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentam rendas mais elevadas, muitos estados do Norte e Nordeste ainda possuem rendimentos inferiores à média. Especialistas apontam que o rendimento relativamente próximo à média nacional em Roraima é resultado da forte participação do setor público na economia local, assim como das atividades comerciais e de serviços. Entretanto, o estado enfrenta desafios como alta informalidade e baixa diversificação produtiva, fatores que limitam o crescimento da renda média. O rendimento real habitual é considerado um dos principais indicadores para medir o bem-estar da população, pois leva em conta apenas os ganhos regulares já ajustados pela inflação. Isso permite uma avaliação precisa se os trabalhadores estão realmente aumentando seu poder de compra. Embora tenham sido observados avanços nos últimos anos, especialistas ressaltam que Roraima e outros estados da Região Norte precisam focar na formalização do trabalho e no fomento a setores produtivos que possam gerar empregos com melhores salários e maior estabilidade.
Com informações de Folhabv








