A mudança da base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para um prédio novo, mais amplo e aparentemente mais adequado para os profissionais que salvam vidas em Rio Branco, deveria ser motivo de comemoração. Mas a nova fachada pode acabar evidenciando um problema antigo.
Segundo relatos, a maior dificuldade nunca foi apenas a estrutura física. O entrave principal estaria na falta de equipamentos e insumos que garantam um atendimento mais rápido, seguro e eficiente à população da capital acreana. Prédio novo não resolve ambulância sucateada, nem substitui material que falta na hora do atendimento.
*Se por aqui está assim, imagina no interior*
Se em Rio Branco já há dificuldades operacionais, no interior a realidade tende a ser ainda mais delicada.
Sem equipamentos adequados, profissionais acabam improvisando, e improviso na saúde pública pode custar caro. O risco não é apenas para o paciente, mas também para as equipes que atuam na linha de frente, muitas vezes sem a estrutura mínima ideal.
É o velho dilema: investimento visível gera manchete, mas investimento estrutural é o que salva vidas.
*“Petistas” em pânico?*
Após a última coluna abordar a presença de nomes ligados a gestões petistas em cargos estratégicos do atual governo, o clima em alguns corredores da administração estadual teria ficado tenso.
Servidores identificados com os governos Jorge Viana, Arnóbio Marques e Tião Viana, e que permaneceram ao longo dos quase oito anos da gestão Gladson Cameli, estariam apreensivos com as mudanças que devem ocorrer com Mailza assumindo o comando do Estado.
Há profissionais com mais de 20, 25 anos ocupando funções estratégicas. Agora, com a dança das cadeiras em curso, a insegurança bateu à porta.
*Estão garantidos?*
Fontes palacianas apontam que apenas três pastas estratégicas teriam permanecido sob condução direta do governador, enquanto uma parte significativa da estrutura estaria sob articulação da vice-governadora.
Nos bastidores, servidores não concursados que ocupam cargos há décadas estariam intensificando articulações políticas para garantir permanência. Em período pré-eleitoral, ninguém quer perder espaço, principalmente quem sempre sobreviveu a mudanças de governo.
*Não é inteligente, se for verdade*
Outro comentário que circula nos bastidores é que a gestão do SAMU não estaria muito aberta à presença da imprensa no novo prédio. Se for verdade, não é uma estratégia inteligente.
Em ano eleitoral, com cargos de confiança instáveis e mudanças acontecendo, transformar a imprensa em adversária pode ser o atalho mais rápido para a exoneração. Transparência, especialmente na saúde, é sempre o melhor caminho.
Procuramos colegas jornalistas que acompanham o dia a dia da área, mas a resposta foi cautelosa:
“Vamos esperar para ver.”
E, em política, quando se diz isso… é porque a movimentação já começou.








