Carol Portaluppi, de 32 anos, usou as redes sociais para fazer um desabafo após receber um comentário sobre sua orientação sexual. A influenciadora, filha do ex-jogador e técnico Renato Gaúcho, criticou as suposições feitas por desconhecidos sobre sua vida íntima e afirmou que os julgamentos recebidos na internet a fazem mal.
A manifestação começou depois que um seguidor escreveu: “Acho que você gosta da mesma fruta do seu pai”.
Carol compartilhou o comentário e questionou a liberdade que algumas pessoas sentem para tirar conclusões sobre a vida pessoal de quem está nas redes sociais. “Todo dia muitas pessoas se sentem confortáveis pra tirar conclusões e suposições sobre a minha vida pessoal dessa forma e outras piores ainda. Tão ‘interessante’ ver que a minha sexualidade desperta o interesse de tantas pessoas”, escreveu.
A influenciadora ressaltou que prefere não tornar determinados assuntos públicos, mas que isso não impede especulações. “Se você expõe sua vida, julgam. Se não expõe exatamente para não tornar esse assunto público, as pessoas se sentem no direito de te invadir dessa forma. Triste”, completou.
‘Esses julgamentos me fazem muito mal’
Em seguida, Carol gravou vídeos para explicar por que decidiu abordar publicamente o episódio. Segundo ela, comentários feitos sem preocupação com as consequências podem afetar quem está do outro lado da tela.
“A gente não pode normalizar as pessoas invadirem a nossa privacidade dessa forma. Seja você quem for, você não tem que chegar no Instagram de uma pessoa e escrever tudo que vem na sua cabeça. Você tem que ter um filtro”, afirmou.
Durante o desabafo, Carol disse que faz fonoterapia e relacionou o tratamento ao impacto dos julgamentos que enfrenta ao longo da vida. “Eu trabalho em fonoterapia e esses julgamentos a minha vida inteira sobre tudo me fazem muito mal a mim, assim como faz mal a muitas outras pessoas também que sofrem”, contou.
Apesar de não gostar de expor assuntos íntimos, ela explicou que decidiu falar sobre a situação na esperança de provocar uma reflexão em quem faz esse tipo de comentário. “Eu odeio ter que vir aqui, expor minha vida, expor assuntos íntimos que só dizem respeito a uma pessoa. Mas eu acho necessário, porque eu tenho a esperança de uma próxima vez a pessoa ficar com vergonha, botar a mão na consciência”, declarou.
Maioria dos seguidores recebe elogio
Carol também fez questão de esclarecer que os ataques não representam a maior parte das interações que recebe. Segundo a influenciadora, cerca de 90% das pessoas que a acompanham demonstram uma energia semelhante à dela.
Ela agradeceu o apoio dos seguidores e afirmou que, caso os comentários negativos fossem maioria, provavelmente já teria deixado a rede social. “Eu me sinto muito sortuda por ter pessoas como vocês comigo”, finalizou.












