ENTRETENIMENTO
Opinião: BBB 26 assume DNA de A Fazenda com bom elenco, mas reza para fugir das ‘seitas digitas’

Os participantes do Big Brother Brasil 2026 não foram novidade para a maioria das pessoas. Embora Tadeu Schmidt tenha anunciado a lista de participantes com o entusiasmo de quem revela um segredo de Estado, o fato é que o país já conhecia os nomes. O vazamento prévio tirou o impacto da surpresa, mas não tirou a curiosidade sobre a nova estratégia da Globo: o reality nunca esteve tão próximo da estética da Record.
Ao escalar nomes como Henri Castelli, Aline ex-Riscado e Solange Couto, a Globo faz uma escolha clara: trocar o “hype” das redes sociais pelo prestígio da memória afetiva. São figuras que fizeram história na TV há duas décadas e que trazem um público mais maduro para o sofá.
Já a chegada de Edilson Capetinha consolida a “cota ex-atleta” que se tornou marca registrada de A Fazenda. Edilson segue a trilha de Dinei, Túlio e Paulo Nunes.
Ver Babu Santana e Ana Paula Renault de volta à casa é um deleite para quem busca entretenimento caótico, mas é também um movimento que lembra demais a Record, que sempre aposta em ex-reality para formar seu elenco.
O frescor reside nos anônimos. A dinâmica da Casa de Vidro provou que o público ainda tem sede pelo novo. Ali, surgiram rostos dispostos a trazer novos heróis nacionais.
Mas sabemos que o sucesso do BBB não depende apenas do elenco. É torcer para que não sejam criadas torcidas fanáticas que decidam o jogo logo no começo. Em edições recentes, o fanatismo sequestrou a narrativa e tornou o programa previsível. Se a Globo conseguir conter as “seitas” digitais e deixar o embate fluir, teremos uma edição memorável.








