João Gomes roubou a cena ao paralisar um show para exaltar o trabalho de uma cientista no Carnaval do Rio. O cantor se apresentava em um camarote quando decidiu celebrar a presença da mulher.
Trata-se da cientista Tatiana Sampaio, que conseguiu um avanço no estudo para que pessoas com graves lesões na medula recuperem seus movimentos (ou parte deles). O feito é fruto de três décadas dedicadas às pesquisas com a polilaminina, molécula capaz de restabelecer conexões nervosas no organismo.
A cientista Tatiana Sampaio podia, até pouco tempo, caminhar tranquilamente pelas ruas de Laranjeiras, bairro onde mora na Zona Sul do Rio de Janeiro. De uns tempos para cá, a professora tem sido abordada e recebido congratulações de transeuntes. A razão está no fato de ela ter conseguido um avanço e tanto na ciência: um estudo desenvolvido por ela pode fazer com que pessoas que sofreram graves lesões na medula recuperem seus movimentos (ou parte deles).
O feito é fruto de três décadas dedicadas às pesquisas com a polilaminina, molécula capaz de restabelecer conexões nervosas no organismo. E os estudos têm tudo para irem além desde que a Agência Nacional de Saúde (Anvisa) autorizou o estudo clínico para avaliar a segurança do medicamento.
Avessa a celebrar antecipadamente o fato, Tatiana viu sua rotina mudar completamente neste Carnaval. E teve, na noite do último sábado (21), em plena noite dos desfiles das escolas de samba campeãs no Rio de Janeiro, uma prova cabal de que aquela rotina pacata ficou no passado – ao menos por ora.
A bióloga curtia os desfiles em um camarote quando viu sua presença anunciada simplesmente pelo cantor João Gomes, que se apresentava no espaço. O artista, fenômeno do piseiro, apresentou a cientista como a grande personalidade do Carnaval. Foi o suficiente para ela ter seu nome repetido em coro pelo público que lotava o local.
Dias antes, a bióloga viu seu nome ganhar vulto entre influenciadoras nas redes sociais em razão de o nome da também influenciadora e atual Rainha de Bateria da Grande Rio, Virgínia Fonseca, ter sido apontado por uma revista de grande circulação como “a mulher mais relevante do país”. E, por isso, Tatiana e Virgínia foram involuntariamente alçadas às categorias de antagonistas – sem sequer se conhecerem – num país que AMA rivalidades e polêmicas.
Discreta, a professora sabe que ainda é cedo para todo um oba-oba em torno de seu nome. Num país onde, nos primeiros anos da pandemia, as pesquisas realizadas em universidades públicas (Tatiana é professora na UFRJ) foram desacreditadas pelo então líder supremo da nação, o clima pede ainda cautela.







