RIO BRANCO (AC), 17 de fevereiro de 2026 — O técnico do Vasco-AC, Eric Rodrigues, comentou nesta terça-feira sobre as investigações que envolvem quatro atletas do clube, suspeitos de terem violentado sexualmente duas mulheres no alojamento da equipe, em Rio Branco. O episódio teria ocorrido na madrugada de sexta-feira (13), e o treinador afirmou durante participação no programa “Café com Notícias” (Ecoacre TV), apresentado por Washington Aquino, que considera a acusação “muito frágil”.
Os investigados são Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior. Erick Serpa foi detido em flagrante no sábado (14) e teve a prisão convertida em preventiva no domingo (15). Os outros três foram presos na segunda-feira (16). A Polícia Civil informa que o caso tramita em sigilo e é conduzido pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
De acordo com apurações preliminares, as mulheres teriam ido ao alojamento para um encontro combinado com um dos jogadores, mas relataram que foram levadas contra a vontade para um dormitório onde estavam outros atletas, momento em que os abusos teriam acontecido. Elas buscaram atendimento na Deam no sábado, mas o boletim de ocorrência foi registrado posteriormente, após o delegado de plantão, Alcino Souza, encontrá-las na Maternidade Bárbara Heliodora. As vítimas alegam terem sofrido violência apesar do encontro inicial consensual e, conforme informações, receberam orientação de uma assistente social após demonstrarem medo de retaliações.
Durante a entrevista, Eric Rodrigues detalhou que o clube já está organizando a defesa jurídica dos atletas e que a prioridade é contestar as prisões. “Agora é providenciar os recursos. Os atletas já estão se organizando para se apresentarem à Justiça”, declarou.
O treinador também levantou questionamentos sobre os elementos da investigação, afirmando que as vítimas não teriam formalizado a denúncia diretamente. “A gente teve acesso ao inquérito. As vítimas não apresentaram denúncia contra os atletas – quem o fez foram duas inspetoras de polícia que ouviram elas; uma é amiga de uma delas. Elas chamaram as vítimas várias vezes para irem à delegacia, mas elas não compareceram”, disse.
Ele sustentou ainda que, conforme depoimentos que, segundo ele, constam no inquérito, as relações teriam sido consensuais. “Sinceramente, a denúncia é muito frágil. O Lequinho, por exemplo, o nome dele nem aparece em nada e está com mandado de prisão. O Manga, nenhuma das duas vítimas afirma que teve relações com ele e também está preso”, completou.
Com uma partida marcada para a próxima quarta-feira, o técnico informou que a defesa pretende agir para que os atletas sejam liberados a tempo. “A gente vai tentar entrar com recurso, apresentar os atletas, talvez na quarta-feira pela manhã, e buscar relaxar a prisão deles, até para que possam participar da partida”, finalizou.









