O processo corre em segredo de Justiça. Em etapas anteriores da execução, o Tribunal já havia autorizado a penhora de um imóvel, uma lancha e um veículo de luxo pertencentes ao senador.
Segundo os autos, a disputa teve origem em um contrato firmado entre Romário e a Koncretize para administrar o estacionamento de um bar do qual o ex-jogador era sócio. O espaço utilizava elevadores de veículos e, após o encerramento das atividades do estabelecimento, em 2011, as partes passaram a divergir sobre quem seria responsável pela retirada dos equipamentos após a rescisão contratual.
Para encerrar o litígio, Romário assinou um termo de confissão de dívida no valor de R$ 1,5 milhão. A empresa, porém, sustenta que o acordo não foi cumprido. Conforme a cobrança, o débito chegou aos atuais R$ 32,4 milhões em razão da incidência de juros, correção monetária, encargos e outras verbas.
Na mesma decisão, a 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca também determinou que a CazéTV apresente a íntegra dos contratos firmados com Romário ou informe qual empresa da estrutura responsável pela cobertura da Copa de 2026 foi contratante ou pagadora.
“Caso o contrato para participação do executado Romário tenha sido firmado com outra empresa do grupo empresarial do qual faz parte a CazéTV, coligada, parceira comercial, produtora, agência, plataforma, patrocinador ou qualquer outra pessoa jurídica integrante da cadeia econômica da referida cobertura da Copa 2026, que esta informe com qual empresa, com a completa qualificação da contratante ou pagadora”, diz a decisão.
Penhora para pagar indenização
O caso ocorre poucos dias após outra série de decisões judiciais envolvendo o senador. Na semana passada, a Justiça determinou a penhora de parte de seu salário no Senado para quitar indenizações por danos morais devidas ao ex-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero.
Além disso, em junho, Romário anunciou que abriria mão do salário de senador durante o período em que estiver atuando como comentarista da Copa do Mundo de 2026. A decisão foi comunicada após repercussão sobre o fato de continuar recebendo a remuneração do Senado enquanto trabalharia na cobertura do torneio.
“Voluntariamente abri mão do meu salário por todo o período que estarei acompanhando a Copa. Não receberei salário desde o primeiro dia da Copa e o que for pago será devolvido aos cofres públicos. Que isso fique bem claro”, afirmou o senador.












