Recentemente, pelo menos, 12 famílias perderam crianças para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Mães se reuniram em busca de justiça, pois, segundo elas, a morte pela síndrome foi por negligência do estado, já que não tinha medicação nem leito de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) suficiente para seus filhos.
O caso das mortes só veio à tona quando a servidora pública, Joelma Dantas, perdeu seu filho de apenas dez meses, no início de junho, e usou as redes sociais para fazer críticas a saúde. Após suas postagens outras famílias foram se identificando e relatando terem passado pela mesma situação. O filho de Joelma foi a décima criança a perder a vida para a SRAG.
Com isso, quase 20 dias depois do ocorrido e já considerando o trabalho desenvolvido pela 1ª Promotoria Especializada de Defesa da Saúde, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) anunciou, nesta sexta-feira, 24, que irá instalar a 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Saúde de Rio Branco,
Segundo a assessoria do MP, a proposta foi apresentada pelo procurador-geral de Justiça Danilo Lovisaro do Nascimento e aprovada, por unanimidade, pelo Colégio de Procuradores de Justiça durante a 6ª sessão plenária ordinária.
Na ocasião, foi aprovado ainda pelo Colégio de Procuradores de Justiça a instalação da Promotoria de Justiça Cumulativa de Assis Brasil, Promotoria de Justiça Cumulativa de Capixaba e a desinstalação da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Rio Branco.









