Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram em assembleia a proposta final do banco e decidiram manter a greve nacional, iniciada na quinta-feira (10), sem previsão de retorno. A votação na base de São Paulo, encerrada às 23h de sexta-feira (11), registrou 68% de votos contrários ao texto. A Contraf-CUT informou que mais de 90% das bases sindicais já haviam rejeitado a proposta anterior.
A maior divergência ficou com as mudanças no Saúde Caixa, plano de saúde dos funcionários. O banco propunha aumento de contribuição dos empregados (de 2,3% a 4,1% sobre o salário, conforme faixa etária), cobrança de R$ 480 a R$ 660 por dependente, elevação do teto anual de coparticipação de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil e introdução de 13 mensalidades. A Caixa oferecia, em contrapartida, aumento de 6,5% para 8% no limite de participação do banco no custeio e R$ 236 milhões em ações de saúde a partir de 2027.
Antes da votação, a Caixa já havia sinalizado que poderia entrar com dissídio coletivo na Justiça do Trabalho caso a proposta fosse rejeitada. Mesmo assim, afirmou manter o diálogo aberto com as entidades sindicais em busca de um acordo.
Durante a paralisação, agências podem permanecer fechadas. A Caixa orienta o uso de canais digitais e alternativos: aplicativo Caixa, Internet Banking, WhatsApp Caixa, Caixa Tem, caixas eletrônicos, rede Banco24Horas, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. O atendimento telefônico Alô Caixa também funciona normalmente.
Diferente da Caixa, a categoria do Banco do Brasil aprovou a proposta na maior parte do país e retomou o trabalho na sexta-feira. A greve segue apenas em 18 bases sindicais onde o acordo não foi aceito.












