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RIO BRANCO

GERAL

“Café de açaí” pode ser comercializado em breve

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O açaí é um dos frutos amazônicos mais procurados e consumidos no país. Além do “in natura”, a polpa é vendida congelada para fabricação para sucos; geleias, como hidratantes para pele e shampoos para o cabelo, como energético, suplementos e vitaminas; pó de açaí, dentre outros.

Mas uma forma vem ganhando espaço no mercado consumidor nos últimos anos: o “café de açaí”, bebida feita a partir da infusão dos grãos torrados e moídos, sem a polpa. Tem um sabor semelhante ao café, contudo sem a presença da cafeína. O seu consumo tem sido associado ao controle da glicemia, do colesterol e da hipertensão.

A ideia de criar um café de açaí é antiga. Segundo relatos, batedores de açaí que usavam o açaí como fonte de alimento, motivados pela falta de dinheiro e distância de um mercado de venda de café, resolveram utilizar o tacho de farinha para fazer um café a partir do caroço de açaí. Então a partir dessa adaptação começou a surgir a ideia do café de açaí.

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A pesquisa surgiu a partir de uma demanda proveniente da Associação Brasileira da Indústrias Produtoras do café de açaí (ABICA) e produtores, junto ao governo estadual e universidades (UFPA, UEPA e UFRA). No ano de 2022, a partir de um memorando circular da Vigilância Sanitária, vinculada à Secretaria de Estado de Saúde do Pará, foram suspensas a atividades de venda e comercialização do café de açaí.

Por se tratar de um produto novo no mercado sem procedência anterior, foi criado então um Grupo de trabalho vinculando universidades, Adepará, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Ministério da Agricultura e outras entidades governamentais para se criar um padrão de Identidade e qualidade deste novo produto.

Além de Belém, existem vários municípios paraenses próximos aos municípios produtores de açaí que estão aguardando a regulamentação para começar a produzir e comercializar o produto, como Altamira, Castanhal, Itupiranga, Ananindeua, Pacajá, Parauapebas e outros. Os produtores são variados e vão desde pequenos produtores do tipo artesanal, até produtores de grande porte do tipo Industrial.

O “café de açaí” é obtido a partir do despolpamento do fruto, seguido de um processamento de secagem, torrefação e moagem do caroço. “A produção contribui na redução dos caroços de açaí e, acima disso, contribui na agregação de valor, na sustentabilidade, e na Bioeconomia de um rejeito pouco valorado, que é considerado um dos principais gargalos da cadeia produtiva do açaí.

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