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RIO BRANCO

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Dossiê revela impacto da LGBTIfobia no Acre e no País; em território acreano foi registrado somente uma morte violenta de pessoa LGBTI+

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No ano passado, o Acre registrou uma morte violenta de uma pessoa LGBTI+, conforme relatado pelo Conselho Estadual de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de LGBTs no estado. Embora o Acre tenha sido um dos estados com menor registro de mortes violentas desse grupo em 2023, com apenas um caso, há preocupações com possíveis subnotificações.

A falta de registros jornalísticos locais sobre a morte mencionada no documento levanta questões sobre a precisão dos dados. O último caso documentado de morte violenta de pessoa LGBTI+ em Rio Branco foi o assassinato da transexual Fernanda Machado da Silva em junho de 2020.

Recentemente, uma travesti de 30 anos, moradora de rua, foi ferida com um golpe de faca no pescoço em Rio Branco. Ela já havia sido vítima de uma tentativa de homicídio no ano anterior. A sigla LGBTI+ engloba diversas identidades, como lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres e homens trans, pessoas não binárias, entre outras.

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Daniel Lopes, presidente do Conselho Estadual, aponta a possibilidade de subnotificação de casos de violência contra a população LGBTI+ no Acre, destacando a importância do novo Observatório Estadual de Políticas para a população LGBTQIA+ na coleta de dados e denúncias.

A violência contra pessoas LGBTI+ não é um fenômeno isolado no Brasil. Em 2023, ocorreram 230 mortes violentas de pessoas LGBTI+ no país, com uma morte a cada 38 horas. A maioria das vítimas eram pessoas transsexuais, especialmente mulheres trans e travestis. O dossiê revela a prevalência de mortes por arma de fogo e destaca a violência sofrida em diversos ambientes.

Apesar dos avanços legais, como a criminalização da homofobia pelo STF em 2019, o Brasil continua enfrentando altos índices de violência contra a comunidade LGBTI+. O país se destaca como um dos que mais registram mortes violentas desse grupo no mundo.

Para mais detalhes, o Dossiê de LGBTIfobia Letal está disponível no portal do Observatório de Mortes e Violências LGBTI+ no Brasil.

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