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RIO BRANCO

GERAL

Escassez de policiais penais coloca sistema prisional do Acre em risco

Publicado em

Foto: Antonio Moura/Iapen

A situação apresentada durante a audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) revela um cenário alarmante no sistema prisional. O presidente do Sindicato dos Policiais Penais, Eder Azevedo, expôs números que ilustram a crise enfrentada pela categoria, destacando a grave defasagem de efetivo.

De acordo com o sindicato, a realidade atual é desoladora, com mais de 8 mil presos distribuídos em 15 unidades prisionais, cuidados por apenas 1.143 policiais penais. Essa disparidade gera uma média diária de apenas 3.000 policiais para atender a uma população carcerária muito superior, levantando questionamentos sobre a efetiva segurança dos estabelecimentos prisionais.

Os dados apresentados revelam situações ainda mais preocupantes, como no presídio de Tarauacá, onde apenas 10 policiais penais são responsáveis por supervisionar 550 detentos. No “Chapão”, um dos pavilhões do Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde, a situação é ainda mais crítica, com apenas 6 policiais penais para lidar com 1.141 presos.

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Essa realidade expõe um grave risco à segurança e estabilidade do sistema prisional acreano, como evidenciado pelo depoimento emocionado do policial penal Janilson da Silva Ferreira, ferido durante uma rebelião no presídio de segurança máxima Antônio Amaro. Sua experiência pessoal ressalta a precariedade das condições enfrentadas pelos profissionais e detentos diariamente.

A audiência pública serve como um chamado urgente para que medidas efetivas sejam tomadas visando à melhoria das condições no sistema prisional do estado, garantindo não apenas a segurança dos estabelecimentos, mas também o respeito aos direitos humanos e a dignidade de todos os envolvidos.

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