Fundador da gestora Reag, João Carlos Mansur (foto em destaque) passou a ser investigado no âmbito da operação Compliance Zero após comunicação do Banco Central (BC). No documento enviado ao Ministério Público Federal (MPF), a autarquia apontou “indícios de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional” envolvendo o Banco Master e a gestora de fundos de Mansur.
A Polícia Federal (PF), então, reuniu as informações do comunicado do BC com indícios levantados pelos investigadores e apresentou o pedido de busca e apreensão contra Mansur. A solicitação foi encampada pela Procuradoria da República de São Paulo que, então, remeteu os autos ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O trâmite é relatado em trecho de manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) replicado pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF, na decisão que autorizou a segunda fase da operação Compliance Zero, deflagrada na última quarta-feira (14/1).
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Como mostrou a coluna, até o início das operações envolvendo o PCC e a Faria Lima, a Reag Investimentos era considerada o empreendimento de maior sucesso instalado no maior centro financeiro do país. E não sem motivo. Em apenas cinco anos, de 2020 até 2025, o patrimônio sob a gestão da Reag se multiplicou por quase 14 vezes: foi de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões.
A Reag foi liquidada pelo BC um dia após a operação que teve Mansur como um dos alvos. Ao justificar a liquidação, a autarquia afirmou que a decisão foi motivada por graves violações às normas que “regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN)“. A APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo Ltda foi nomeada como liquidante do processo, tendo como responsável técnico Antônio Pereira de Souza.
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A coluna tentou contato com Mansur e com a Reag, mas nenhuma das assessorias respondeu aos questionamentos da reportagem. O espaço segue aberto para possíveis manifestações.
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