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RIO BRANCO

GERAL

Impacto das inundações: povos indígenas do Acre perdem plantações e enfrentam insegurança alimentar

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Diante da devastação causada pelas cheias históricas do Rio Acre, a insegurança alimentar se tornou uma realidade ainda mais cruel para 93 comunidades indígenas no Acre. As enchentes arrasaram plantações inteiras que garantiriam o sustento dessas populações ao longo do ano, deixando-as em uma situação de extrema vulnerabilidade.

Entre os povos afetados, como os Kaxarari, Huni Kui, Manchineri e Jaminawa, cerca de 5,4 mil indivíduos viram suas roças serem submersas pelas águas impiedosas. Mesmo com a diminuição das chuvas e a reaparição dos roçados entre as plantas alagadas, a perda dos alimentos que seriam essenciais para a sobrevivência ao longo do ano é um golpe duro.

Josimar Matos, indígena do povo Huni Kui da Terra Indígena Katukina/Kaxinawá, relata o desespero vivido em sua comunidade, onde as plantações de macaxeira, banana, mamão, milho e amendoim foram completamente destruídas. Além da perda dos alimentos, a invasão da água nas casas tem causado um verdadeiro desmoronamento na aldeia.

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A situação é tão crítica que Josimar Matos e outros líderes indígenas se viram obrigados a pedir ajuda em forma de kits de alimentos e higiene para 150 famílias afetadas. A carta compartilhada online expressa o desespero e a tristeza diante da destruição das possibilidades de subsistência e produção.

Na Terra Indígena Katukina/Kaxinawá, habitada por cerca de 2 mil pessoas dos povos Huni Kuin e Shanenawa, a agricultura e o extrativismo são fundamentais para a sobrevivência. Com as plantações arrasadas e os rios ainda em processo de recuo após as enchentes, novos desafios surgem, como a falta de água limpa para consumo e higiene.

Diante desse cenário desolador, é crucial unir esforços para auxiliar essas comunidades indígenas a se reerguerem e reconstruírem suas vidas. A solidariedade e apoio são essenciais para garantir que esses povos superem essa crise e possam restabelecer sua segurança alimentar e bem-estar.

Assim como Josimar Matos e Benícia Huni Kuin clamam por ajuda em meio à devastação, cada gesto de solidariedade pode fazer a diferença na vida dessas comunidades indígenas que enfrentam tantos desafios.

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