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Salário mínimo passa a valer R$ 1.621 nesta quinta-feira; reajuste de 6,79% deve injetar R$ 81,7 bi na economia

BRASÍLIA (DF) – O salário mínimo nacional passa a valer R$ 1.621 a partir de quinta-feira (1º de janeiro de 2026), representando um reajuste de 6,79% ou R$ 103 em relação ao valor anterior de R$ 1.518. O aumento foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento no dia 10 do mês passado, após a divulgação dos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
O INPC, que serve como base para o cálculo anual do salário mínimo, registrou variação de 0,03% em novembro de 2025 e acumula 4,18% em 12 meses. De acordo com a regra de reajuste, o valor também considera o crescimento da economia de dois anos anteriores – o Produto Interno Bruto (PIB) de 2024 foi revisado para 3,4% pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, o arcabouço fiscal limita o ganho acima da inflação a um intervalo de 0,6% a 2,5%, resultando no valor final de R$ 1.621 após arredondamento legal.
Pela estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo piso salarial deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia brasileira, considerando os impactos sobre renda, consumo e arrecadação, mesmo em um cenário de restrições fiscais mais rígidas.
Além dos trabalhadores que recebem o salário mínimo, o aumento também impacta diretamente aposentadorias, pensões, benefícios como o Abono Salarial (PIS/PASEP) e programas sociais que utilizam o valor como referência.
A nota deve ser feita que o projeto de Lei Orçamentária de 2026, enviado ao Congresso no final de 2025, previa um valor de R$ 1.631, com aumento nominal de 7,44%. No entanto, o reajuste oficial confirmado segue o cálculo baseado nos indicadores até novembro de 2025, podendo haver uma revisão caso a inflação acumulada ultrapasse as expectativas até o fim do ano.








