Trabalhadores com carteira assinada devem ficar atentos ao calendário de fevereiro. O pagamento referente ao mês de janeiro começa a refletir o novo valor do salário mínimo nacional, que passou para R$ 1.621. Para muitos empregados formais, isso significa receber mais de R$ 1.600 no próximo dia 6, data que marca o quinto dia útil do mês.
O reajuste foi oficializado por decreto federal e representa um aumento de 6,79% em relação ao valor anterior. Na prática, o acréscimo é de R$ 103 no contracheque. O cálculo segue a política de valorização do salário mínimo, que considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento do Produto Interno Bruto, respeitando os limites definidos pelo arcabouço fiscal.
Quando o novo valor cai na conta
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, o salário deve ser pago até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado. Em fevereiro de 2026, esse prazo final cai na sexta-feira, dia 6. A regra vale para todos os trabalhadores contratados pelo regime CLT, independentemente da área de atuação ou da jornada.
Além dos empregados da ativa, aposentados e pensionistas do INSS que recebem o piso nacional também já começaram a sentir o reajuste. O novo mínimo serve de base para diversos benefícios, como seguro-desemprego, salário-família e pensões previdenciárias.
Segundo estimativas de entidades econômicas, a mudança impacta diretamente milhões de brasileiros e movimenta a economia, aumentando o poder de compra das famílias. Para quem vive com orçamento apertado, cada reajuste faz diferença no pagamento das contas.
É importante lembrar que o empregador que não cumprir o prazo legal pode sofrer penalidades. O trabalhador tem direito de cobrar o valor devido, com correção, e denunciar atrasos recorrentes aos órgãos competentes. A recomendação é acompanhar o contracheque e ficar atento à data do depósito mensal.









