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MUNDO

Argentina fecha fronteiras para aliados de Maduro e elogia ação dos EUA

Publicado em

BUENOS AIRES (ARG), 04 de janeiro de 2026 — A Argentina anunciou nesta semana restrições expressas à entrada de venezuelanos ligados ao governo de Nicolás Maduro, em um movimento que acompanha a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do líder venezuelano. O Ministério de Segurança Nacional confirmou que funcionários públicos, militares e empresários com vínculos ao regime terão acesso negado ao território argentino.

“Não permitiremos que a Argentina seja usada como refúgio para aqueles que defendem um governo que tem sido inimigo da liberdade no continente”, destaca o comunicado oficial divulgado no sábado (3). A nota também esclarece que não haverá concessão de asilo a colaboradores de Maduro.

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O presidente Javier Milei se manifestou publicamente sobre o caso, celebrando a ação estadunidense e fazendo uma comparação entre o governo venezuelano e a Cuba dos anos 1960. “Assim como ocorreu há décadas com a ilha caribenha, vemos um regime que ameaça a estabilidade regional”, afirmou Milei em discurso transmitido pelas redes sociais.

A referência a Cuba remete ao bloqueio econômico imposto pelos EUA desde 1962 — medida que é condenada por maioria dos países na ONU, que a classificam como violação aos princípios do direito internacional.

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A invasão norte-americana na Venezuela é o primeiro caso de intervenção direta em um país latino-americano desde 1989, quando Manuel Noriega foi deposto e preso no Panamá sob acusação de narcotráfico. Hoje, Maduro enfrenta acusações semelhantes, sendo apontado como líder do suposto cartel De Los Soles — uma organização que especialistas questionam, já que nenhuma prova pública foi apresentada até o momento.

Antes da operação, o governo de Donald Trump havia colocado uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro. Para analistas, a ação vai além das acusações de tráfico: há preocupação com o fortalecimento de laços entre Venezuela, China e Rússia, além do controle sobre as maiores reservas de petróleo do mundo, que estão no país sul-americano.

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