O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton informaram nas redes sociais, nesta terça-feira (13), que não irão depor no Congresso no âmbito da investigação sobre o caso Jeffrey Epstein.
A decisão foi comunicada também em carta enviada ao deputado republicano James Comer, presidente do Comitê de Supervisão da Câmara.
No documento, o casal afirma que as intimações são juridicamente inválidas e diz que o comitê não avançou na apuração sobre a atuação do governo no caso Epstein.
Eles também indicam que não pretendem comparecer voluntariamente e que irão contestar a convocação nos fóruns institucionais disponíveis.
A carta tem quatro páginas e foi tornada pública no mesmo dia em que integrantes do comitê passaram a discutir a possibilidade de medidas por desacato.
Intimações e investigação
Os Clinton afirmam que o comitê emitiu intimações a oito pessoas além deles, mas que apenas duas foram ouvidas desde o início da investigação, aberta no ano passado.
Segundo a carta, sete dos intimados teriam sido dispensados sem prestar depoimento.
O texto também cobra que o comitê use seus poderes formais para exigir do Departamento de Justiça a divulgação integral dos arquivos relacionados a Epstein, inclusive materiais que mencionem diretamente o casal. Segundo os Clinton, essa iniciativa não foi adotada até agora.
Eles afirmam ainda que um parecer jurídico enviado ao comitê aponta falhas legais nas intimações e pedem que o documento seja divulgado.
O que está em apuração no caso Epstein
A investigação do Congresso ocorre após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgar, neste mês, cerca de 30 mil páginas de documentos relacionados a Jeffrey Epstein, financista que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual de menores.
Segundo o órgão, os arquivos incluem registros internos, denúncias encaminhadas ao FBI e referências a figuras públicas.
O Departamento de Justiça afirmou que parte do material contém alegações não verificadas e que a divulgação segue regras para proteger a identidade das vítimas.
Até o momento, Ghislaine Maxwell é a única pessoa condenada criminalmente como cúmplice de Epstein.
O Departamento de Justiça informou que não encontrou provas suficientes para apresentar novas acusações contra outras pessoas.









