0 Partido Democrata garantiu o controle das duas casas do Congresso dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato realizadas nesta terça-feira (3), segundo projeção da CNN. Com mais de 218 cadeiras na Câmara dos Representantes e pelo menos 51 assentos no Senado, os democratas assumirão a liderança legislativa nos próximos dois anos.
Viradas históricas
A conquista foi marcada por avanços em território tradicionalmente republicano:
-Carolina do Sul: vitória no Senado em estado vencido por Trump por 18 pontos em 2024
-Texas: primeira vitória democrata para o Senado desde 1988
-Kansas: primeiro senador democrata eleito desde 1932
Ao todo, foram registradas pelo menos 7 viradas no Senado e 27 na Câmara, além de 4 governos estaduais conquistados. Apenas duas vezes nos últimos 50 anos um mesmo partido havia conquistado o controle das duas casas legislativas no mesmo ciclo eleitoral.
Fatores que definiram o resultado
Analistas avaliam que a eleição funcionou como um referendo sobre o governo de Donald Trump. Entre os fatores que pesaram contra os republicanos estavam:
-Inflação e custo de vida, especialmente os preços dos combustíveis
-Guerra no Irã, iniciada em fevereiro e ainda sem acordo de paz
-Baixa aprovação presidencial: pesquisa Reuters/Ipsos mostrou apenas 32% de avaliação positiva do governo antes da votação
Reação de Trump
O presidente reconheceu os resultados em entrevista à Fox News na madrugada desta quarta-feira (4), mas minimizou a derrota:
“Não encaro isso como um golpe contra mim. Tivemos os dois melhores anos na história da presidência em termos de economia.”
Ele parabenizou os adversários: “Parabéns aos democratas. Eles fizeram um bom trabalho. Estavam buscando isso há 11 anos e, finalmente, conseguiram.”
Ao mesmo tempo, atribuiu as perdas a candidatos republicanos que “lutaram contra mim” e não conseguiram mobilizar a base eleitoral. Trump também reconheceu que os eleitores não aceitaram os impactos imediatos da guerra nos preços dos combustíveis.
O que muda
Com o controle das duas casas, os democratas passam a ter poder significativo de fiscalização sobre o governo federal, podendo convocar audiências, investigar políticas e atuar como barreira legislativa a iniciativas do presidente nos dois últimos anos de seu mandato.










