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RIO BRANCO

MUNDO

Epidemia de coqueluche atinge Europa em 2023 e 2024, diz agência

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O que é coqueluche: doença parece resfriado em adultos (Foto: Luisella Planeta Leoni/Pixabay)

Os países europeus registraram aumento nos casos de coqueluche em 2023 e no primeiro trimestre de 2024, com dez vezes mais casos identificados do que em cada um dos dois anos anteriores.

No total, quase 60 mil casos foram relatados pelos países da União Europeia (UE) e do Espaço Econômico Europeu (EEE) durante o período, informou o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças nesta quarta-feira (8), com 11 mortes de bebês e oito de adultos mais idosos.

A tosse convulsa, ou coqueluche, é uma infecção bacteriana dos pulmões e das vias aéreas, e é endêmica na Europa. Ela pode ser muito perigosa para bebês ou idosos.

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Epidemias maiores de coqueluche devem ocorrer a cada três a cinco anos, mesmo em países com altas taxas de vacinação, disse a agência de saúde europeia, embora uma ligeira queda na imunização durante a pandemia de covid-19 possa ter sido um fator para o aumento. A circulação da coqueluche também foi muito baixa durante a pandemia e as restrições de movimento relacionadas a ela, fazendo com que o aumento parecesse maior.

No entanto, os números ainda são historicamente altos. Nos primeiros três meses de 2024, já foram registrados tantos casos quanto em um ano médio, entre 2012 e 2019.

A agência observou que grande parte da população perdeu o aumento natural da imunidade à coqueluche por não ter sido exposta a ela durante a pandemia.

Os bebês com menos de seis meses correm risco maior de contrair a infecção.

“É essencial lembrar as vidas em jogo, especialmente dos nossos pequenos. As vacinas contra a coqueluche são comprovadamente seguras e eficazes”, disse Andrea Ammon, diretora da agência.

A maioria dos países europeus imuniza rotineiramente as crianças contra a coqueluche e muitos também vacinam as mulheres grávidas para proteger seus bebês.

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O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças disse que alguns países podem considerar a possibilidade de dar reforços para crianças mais velhas e adultos, já que a imunidade pode diminuir.

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