Quem era Jesse Jackson
Jesse Jackson foi um importante ativista dos direitos civis nos Estados Unidos. Nascido em 8 de outubro de 1941 em Greenville, Carolina do Sul, Jackson envolveu-se na política desde cedo.
Na década de 60, ele ganhou destaque como líder da Conferência de Liderança Cristã do Sul, de Martin Luther King.
Ele lançou duas organizações de justiça social e ativismo: a Operation Push em 1971 e a National Rainbow Coalition, doze anos depois. Jackson também concorreu duas vezes à nomeação do Partido Democrata para presidente, em 1984 e 1988.
Ao longo da vida, Jackson atuou em negociações diplomáticas, missões humanitárias e campanhas contra a discriminação racial, deixando um legado marcado pela defesa dos direitos civis nos Estados Unidos.
Veja o comunicado da família de Jesse Jackson:
“É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento do líder dos direitos civis e fundador da Rainbow PUSH Coalition, o reverendo Jesse Louis Jackson Sr. Ele morreu pacificamente na manhã de terça-feira, cercado por sua família.
Seu compromisso inabalável com a justiça, a igualdade e os direitos humanos ajudou a moldar um movimento global por liberdade e dignidade. Incansável agente de transformação, ele deu voz aos que não eram ouvidos — desde sua campanha presidencial nos anos 1980 até a mobilização de milhões de pessoas para se registrarem para votar, deixando uma marca indelével na história.
O reverendo Jackson deixa a esposa, Jacqueline; os filhos Santita, Jesse Jr., Jonathan, Yusef e Jacqueline; a filha Ashley Jackson; e netos. Ele foi precedido na morte por sua mãe, Helen Burns Jackson; seu pai, Noah Louis Robinson; e seu padrasto, Charles Henry Jackson.
“Nosso pai foi um líder servidor — não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os esquecidos ao redor do mundo”, afirmou a família Jackson. “Nós o compartilhamos com o mundo e, em troca, o mundo tornou-se parte de nossa família estendida. Sua crença inabalável na justiça, na igualdade e no amor elevou milhões de pessoas, e pedimos que honrem sua memória continuando a luta pelos valores que ele viveu”.