As autoridades do sul da Nigéria abriram uma investigação sobre denúncias de que 16 alunas do ensino médio foram submetidas a testes de virgindade supostamente ordenados por um líder tradicional local.
O incidente teria ocorrido em uma escola no estado de Rivers, na região petrolífera no delta do Níger. Segundo as denúncias, as jovens foram convencidas a se submeter aos testes sob a promessa de bolsas e livros gratuitos.
Esse tipo de caso é pouco frequente no país mais populoso da África, onde os líderes tradicionais costumam exercer uma influência considerável.
Algumas áreas rurais do sul do país também têm combatido, nos últimos anos, a mutilação genital feminina.
“Dezesseis estudantes foram supostamente selecionadas para esse procedimento”, afirmou o Ministério da Educação em um comunicado divulgado na quinta-feira (22), no qual classificou as acusações como “extremamente graves e perturbadoras”.
Segundo o ministério, pessoas que diziam representar um líder tradicional local visitaram, no mês passado, uma escola pública na região de Khana, no estado de Rivers, e selecionaram as jovens para os testes.
Não foram fornecidos detalhes sobre como os exames teriam sido realizados.
Em 2012, o diretor de uma escola foi suspenso e detido pela polícia no estado de Ogun, no sudoeste do país, após supostamente submeter dez alunas a testes semelhantes.












