Autoridades iranianas confirmaram nesta segunda-feira que o complexo petroquímico de Mahshahr, no sudoeste do país, foi alvo de um ataque aéreo de Israel, que causou danos parciais às instalações da empresa Karoon. A informação foi divulgada pela agência oficial Fars e coincide com o anúncio militar israelense de que atingiu “vários alvos” na região, próxima ao Golfo Pérsico.
Em resposta imediata, a Guarda Revolucionária do Irã lançou 11 mísseis contra duas importantes bases aéreas israelenses: Nevatim e Tol Nof. A operação, segundo o comunicado, é uma represália a ataques israelenses contra sistemas de radar iranianos e ao bombardeio, na noite de domingo, a bairros de Beirute, no Líbano — onde Israel afirma ter alvejado um centro de operações do Hezbollah, deixando ao menos dois mortos e 20 feridos.
Escala de retaliações
Israel informou que ativou seus sistemas de defesa e interceptou todos os projéteis vindos do território iraniano. Mesmo assim, moradores de Jerusalém relataram ouvir fortes explosões, confirmadas pela agência AFP. Ainda houve interceptação de um míssil disparado pelos rebeldes Houthis, do Iêmen, contra alvos israelenses.
A troca de ataques marca o fim do frágil cessar-fogo firmado em 8 de abril, mediado pelos Estados Unidos. O Irã já havia alertado que considerava o acordo estendido ao Líbano e que não deixaria de reagir a ofensivas israelenses contra alvos na região.
Risco de escalada geral
O recrudescimento da violência coincide com o centésimo dia de conflito aberto, iniciado em 28 de fevereiro com ataques coordenados dos EUA e de Israel contra alvos militares iranianos. A retomada do fogo cruzado ameaça sepultar as negociações por uma trégua definitiva e aumenta drasticamente a possibilidade de uma guerra de proporções ainda maiores no Oriente Médio.













