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MUNDO

Joesley se reuniu com presidente interina da Venezuela e com autoridades dos EUA

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Segundo reportagem do 'The Washington Post', Joesley Batista atuou como interlocutor informal do governo dos EUA nos meses que antecederam a captura de Nicolás Maduro Foto: Dida Sampaio/Estadão / Estadão

O empresário brasileiro Joesley Batista, dono da JBS, reuniu-se com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, na sexta-feira, 9, em Caracas, e também se encontrou com autoridades do governo dos Estados Unidos antes e depois da reunião. Segundo uma pessoa familiarizada com o assunto ouvida pela Reuters, Batista afirmou às autoridades americanas que Delcy estaria disposta a abrir o setor de petróleo e gás da Venezuela para investimentos.

A Fluxus, empresa de petróleo e gás pertencente à família Batista, que tem consolidado ativos na América do Sul desde sua aquisição em 2023, vem avaliando oportunidades de negócios na Venezuela, segundo a fonte, que pediu anonimato.

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No dia 23 de novembro, o empresário viajou a Caracas com o objetivo de persuadir Nicolás Maduro a atender à exigência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que ele deixasse o cargo e permitisse uma transição pacífica no país.

Delcy Rodríguez passou a ocupar o posto de presidente interina da Venezuela depois que Trump lançou um ataque ao país que resultou na captura de Maduro. Antes de assumir o comando, ela era vice‑presidente, primeira na linha de sucessão, e também acumulava as funções de ministra de Hidrocarbonetos e de coordenação da política econômica.

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Na semana passada, Delcy designou um novo responsável pela equipe econômica, setor que ela mesma chefiava até a queda de Maduro e que é visto como uma das prioridades de seu governo. Calixto Ortega Sánchez foi nomeado vice‑presidente para a área econômica. Ele presidiu o Banco Central da Venezuela entre 2018 e 2025 e, antes disso, atuou no setor petrolífero.

Interesse internacional no petróleo venezuelano

Os Estados Unidos expressou interesse em gerir o petróleo venezuelano, que está entre as maiores reservas do mundo.

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No último domingo, 11, Trump declarou que poderia barrar investimentos da Exxon Mobil na Venezuela depois que o CEO da companhia, Darren Woods, descreveu o país como “não viável para investimentos” em uma reunião que foi realizada na Casa Branca na semana passada.

Trump afirmou aos jornalistas que não apreciou a declaração e comentou que Woods estava sendo “muito espertinho” ao dizer que a Venezuela precisaria alterar suas leis antes de se tornar atraente para investidores.

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